Após impeachment, oposição mantém promessa e defende afastamento de Cunha

Contrariando o discurso petista, o apoio ao impeachment não significa um apoio a Eduardo Cunha. Arnaldo Jordy, Júlio Delgado e Jarbas Vasconcelos são alguns exemplos de deputados que criticaram Eduardo Cunha em suas falas votando sim ao impeachment.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse ao Jornal Nacional: “Agora é a vez de Eduardo Cunha. Ele deve satisfações à sociedade, das suas contas no exterior, das propinas que recebeu, tudo isso agora precisa ser esclarecido. Não só pelo Conselho de Ética porque aqui mentiu, faltou com o decoro parlamentar, mas sobretudo no Supremo Tribunal Federal cujo pedido de afastamento já está nas mãos do Supremo”.

O vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Betinho Gomes (PE), membro do Conselho de Ética, disse à Revista Época que Cunha deve deixar o comando da Casa rapidamente, e que defende a ideia no partido. “Esta Casa viveu um momento histórico ao admitir o processo contra Dilma. Não pode tolerar que o presidente da Câmara continue usando o cargo para se livrar do processo que enfrenta no Conselho de Ética”, disse.

O PSB também entra na lista de partidos que declararam apoio ao impeachment e são contra Cunha. Em seu voto, Júlio Delgado (MG), se dirigiu ao presidente da Câmara dizendo: “Cunha, a sua hora vai chegar. Não é por você que vou deixar de votar sim.” Delgado foi candidato a presidente da Câmara em 2015 e teve 100 votos, majoritamente de partidos de oposição como PSB, PSDB e PPS, enquanto Eduardo Cunha foi eleito a partir de um racha na própria base governista.

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