Um jogo-teste, na noite de segunda-feira, selou a liberação do Estádio Independência para a inauguração oficial, que acontece nesta quarta (25/04), com partida entre América e Argentinos Juniors. Times formados por ex-jogadores, operários da obra e jornalistas disputaram o jogo-teste.
Antes, em nova vistoria, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros não encontraram mais pendências que impeçam a liberação total do estádio, faltando apenas o posicionamento do Ministério Público.
Ex-jogadores, operários e jornalistas disputaram o jogo-teste - Foto: Sylvio Coutinho
Independência recebe jogo-teste e está pronto para inauguração
Secopa, 24/04/2012
A bola rolou no novo estádio Independência. O ‘Gigante do Horto’, como também é conhecido, recebeu o seu primeiro jogo após as obras de modernização na noite de segunda-feira (23). Em campo, operários, jornalistas e ex-jogadores profissionais. Além de ser uma homenagem àqueles que trabalharam nas obras do Independência, o jogo serviu para testar o estádio, que tem reinauguração marcada para esta quarta-feira (25), às 21h30.
“O estádio está pronto para ser reinaugurado. Hoje, quero agradecer a todos os operários envolvidos nesta importante obra, e que hoje estão muito bem representados dentro de campo”, comenta o secretário de Estado Extraordinário da Copa, Sergio Barroso. De acordo com ele, o estádio marca uma nova era do futebol mineiro. “Esse é o ponta-pé da profissionalização do nosso futebol. Mais que isso, estamos devolvendo para os mineiros um estádio moderno e seguro, que receberá novamente famílias e pessoas de todas as cidades para torcer nas arquibancadas”.
Welix Dejan, carpinteiro, foi um dos oito operários que participaram do jogo-teste. Ele entrou em campo como titular. “Participei da construção desse estádio e, apesar de ser um sonho, nunca imaginei jogar neste campo de verdade. Eu participo de peladas, mas agora, que tive contato com um estádio profissional, percebi as diferenças. A iluminação é ótima e o gramado é um tapete”, aponta o operário.
O jornalista e ex-jogador Toledo fez o primeiro gol no novo Independência. Ele recebeu um passe de seu colega de profissão Thiago Reis e encobriu o goleiro. “Fiz o primeiro gol no novo Independência. Já posso morrer em paz”, exclamou o ex-jogador, ainda comemorando a façanha. No segundo tempo, Marcos Guiotti, também jornalista, marcou de pênalti.
Célio Lúcio, ex-jogador profissional do Cruzeiro, comenta sua emoção em testar o novo estádio. “O primeiro gol da minha carreira profissional foi aqui mesmo, em um jogo contra o Corinthians durante a Copa do Brasil de 1996. É emocionante voltar a jogar aqui, neste estádio que está maravilhoso”, afirma o jogador.
O ex-goleiro profissional Milagres que atuou no América também entrou em campo no jogo-teste. “Três pontos se destacam na arena: a iluminação afinada, o gramado FIFA e os vestiários, que são de última geração. Já é um grande legado que o futebol mineiro tem para se profissionalizar”, disse.
“O gramado é de primeiro mundo, com padrão FIFA. O estádio tem muito a ver com as arenas européias, ou seja, o que tem de melhor no mundo”, comentou o ex-jogador do Atlético Mineiro, André Figueiredo.
Nesta segunda (23/04), uma cerimônia no Centro Mineiro de Referência em Resíduos marcou o início da nova turma do programa Chefs do Amanhã, que oferece qualificação profissional de auxiliar de cozinha para jovens de 18 a 29 anos.
O projeto é uma iniciativa do governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Esportes e Juventude, em parceria com o Servas, o Senac e outros órgãos públicos. Confira como funciona.
Subsecretário Gabriel Azevedo discursa no lançamento do Chefs do Amanhã - Fotos: Filipe Diniz
Secretaria de Esporte e Juventude lança programa de capacitação
Agência Minas, 23/04/2012
Iniciativa busca qualificar jovens para atuar no setor de gastronomia
Vinte jovens deram início, nesta segunda-feira (23), a mais uma edição do programa Chefs do Amanhã da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ). O objetivo é qualificar profissionais, com idade entre 18 e 29 anos, em auxiliar de cozinha. Na edição deste ano, serão 60 jovens capacitados, divididos em três turmas, com carga horária de 200 horas/aula. Desde o início do programa, em 2008, mais de 1.300 jovens foram formados em culinária saudável.
O programa é realizado por meio da Subsecretaria da Juventude da SEEJ, em parceria com vários órgãos do Governo de Minas, como o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) e do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), além do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Durante o lançamento do programa, o subsecretário da Juventude, Gabriel Azevedo, destacou que a marca da atual gestão do Governo de Minas é a da empregabilidade e do trabalho em rede para servir ao cidadão. “Agregamos parceiros e tornamos o programa mais robusto, com vistas à profissionalização e ao ingresso ao mercado de trabalho. O projeto é oportunidade de inclusão social, educação e sustentabilidade”, explicou o subsecretário.
Para a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, mais do que qualificar jovens, a proposta é oferecer um ambiente com atrativos que os façam gostar do curso. “Espero que os jovens que frequentem esse espaço encontrem aqui felicidade, responsabilidade e solidariedade”, ressaltou a presidente.
Oportunidade
Azevedo e a presidente do Servas, Andrea Neves
Nas aulas, os jovens aprenderão sobre elaboração de pratos básicos utilizando técnicas específicas das áreas de legumeria, açougue e cozinha quente, bem como conceitos e boas práticas de logística, higiene e manipulação. Juntamente com o curso de auxiliar de cozinha, serão oferecidos aos alunos que mais se destacarem cursos complementares nas áreas de pães, roscas e biscoitos; pizzas; preparo de bolos e tortas; quitandas tradicionais mineiras; salgados e canapés; bombons e trufas.
O diretor-geral do Senac, José Carlos Cirilo da Silva, disse que, após formados, os jovens serão inscritos no Banco de Oportunidades da entidade – um espaço onde os empresários de várias regiões buscam por mão-de-obra qualificada. “Hoje, a demanda na área gastronômica é latente, principalmente devido aos grandes eventos internacionais que se aproximam, como as copas das Confederações e do Mundo. Os donos de bares, hotéis e restaurantes estão à procura de gente preparada e é isso que estamos propondo. Esses jovens sairão do curso aptos a trabalharem”. De acordo com o Senac, a média salarial de um auxiliar de cozinha, atualmente, é de 800 reais.
O curso será realizado de segunda a sexta-feira, de 13h às 17h, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). Os alunos receberão gratuitamente transporte e alimentação, além do certificado. A previsão é a de que as aulas terminem em 5 de junho.
O governador Antonio Anastasia usou o Dia da Inconfidência Mineira para questionar uma nova “derrama” que se abate sobre o país. Desta vez, é o governo federal que se coloca na posição da coroa portuguesa para espoliar os Estados e municípios. Em seu discurso na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, no último sábado (21/04), Anastasia defendeu um novo Pacto Federativo e a renegociação da dívida dos Estados.
Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, orador oficial da cerimônia, defendeu um pacto entre forças produtivas, governos e sociedade civil para enfrentar os desafios do Brasil. Confira como foi, nos vídeos e na matéria a seguir.
Anastasia defende novo pacto federativo e renegociação da dívida dos estados em solenidade do Dia da Inconfidência Mineira
Agência Minas, 21/04/2012
O governador Antonio Anastasia defendeu, neste sábado (21), durante a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, na cidade histórica de Ouro Preto, um novo pacto federativo no país capaz de descentralizar a gestão de recursos e dar mais autonomia aos Estados. Ao condenar a concentração das riquezas na União, o governador do Estado conclamou mineiros e brasileiros a se unirem em prol da restauração dos princípios federativos de 1891, previstos na primeira Constituição republicana.
“A primeira de nossas constituições republicanas condensa o espírito republicano em dois mandamentos básicos: os estados devem prover as suas próprias despesas, mediante a liberdade de legislação tributária, sem prejuízo da União; e em caso de necessidade em algum deles ou em mais de um, cabe à União – ou seja, todos os outros – aportar o seu socorro, dentro do princípio natural de solidariedade nas nações federadas. A isso se chama autonomia federativa”, afirmou Anastasia em pronunciamento durante a solenidade.
O governador afirmou que não são apenas os mineiros as vítimas da concentração exagerada do poder central, pois “todo o Brasil sofre o colapso federativo, onde o governo central, já por mais de 40 anos, em todos os seus estamentos, desconsidera a realidade descentralizada”.
“Chegou a hora de dizer ao Brasil que é preciso, e já, restaurar a Federação, para salvar a República. Não se pode falar em união, sem que se reconheçam as partes. Só se unem as entidades singulares, e se unem em torno de objetivo comum. O objetivo comum em uma federação é o desenvolvimento solidário de todas as regiões geoeconômicas do país, respeitando-se, como se deve, sua cultura própria e autonomia nas decisões sobre o que fazer e como fazer”, disse o governador de Minas.
Sob aplausos, Antonio Anastasia fez um apelo aos governadores e às Assembleias Legislativas de todos os Estados: “Vamos exigir o respeito aos primeiros republicanos e ao bom senso político e administrativo nas nações modernas, na restauração plena dos princípios federativos. Sentimos a boa vontade do governo federal e, por isso mesmo, este é o momento, e não podemos perdê-lo. Perdê-lo será negar o nosso destino”, afirmou o governador.
Apoio à renegociação da dívida
Anastasia também pediu apoio aos mineiros à proposta de renegociação da dívida pública dos estados com a União, hoje em R$ 429,8 bilhões. Apenas Minas Gerais paga por ano cerca de R$ 4 bilhões de juros da dívida ao governo federal, recursos que poderiam ser aplicados em obras e programas sociais para melhoraria da vida dos mineiros.
“Estamos empenhados, juntamente com a maioria da Assembleia Legislativa de Minas, em renegociar essa dívida monstruosa, surgida há duas décadas, e que lembra a assumida pelo Doutor Fausto com o demônio. Trabalhamos cada vez mais, recolhemos tributos federais sempre maiores ao Tesouro Nacional, e pouco nos resta para retribuir ao povo de Minas em obras de infraestrutura, necessárias ao desenvolvimento, e garantir os serviços básicos da educação, da saúde e da segurança”, afirmou.
Primeira liderança do setor industrial a ser o orador oficial da cerimônia, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou em seu pronunciamento a necessidade de o país dar cursos às reformas estruturais, que agreguem às conquistas democráticas a continuidade do progresso econômico.
“Tenho a convicção de que por esta via honramos a memória dos Inconfidentes e resgatamos o sonho patriótico de construirmos juntos um Brasil livre, próspero, soberano e justo”, afirmou o empresário. Robson Andrade ainda pediu um pacto de união a favor do Brasil. “Assim como fizeram os Inconfidentes mais de dois séculos atrás, é imperativo que a sociedade brasileira se una em um pacto a favor do País – trabalhadores, empresários, o governo e o poder Legislativo. Juntos, seremos capazes de enfrentar e vencer desafios e dificuldades!”, disse.
60 anos da Medalha da Inconfidência
A Medalha da Inconfidência, maior comenda concedida pelo Estado de Minas Gerais, homenageou 192 pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Minas e do Brasil. Neste ano, estão sendo comemorados os 60 anos de criação da medalha pelo governador Juscelino Kubitschek. A medalha é entregue anualmente, desde 1952, no dia 21 de abril, em Ouro Preto.
A telefonia celular está, hoje, praticamente universalizada no Brasil. As linhas pré-pagas são o principal meio de comunicação do trabalhador, incluindo o acesso à internet e às redes sociais. Esse grande avanço só é possível porque, em um momento no passado, um governo teve a coragem de enfrentar uma oposição tosca e fazer o que devia ser feito para universalizar o acesso aos serviços de telecomunicações: a privatização do sistema.
Como mostra o senador Aécio Neves em seu artigo desta segunda (23/04) para a Folha, este foi o primeiro passo, como vários outros que foram dados no passado sob as críticas do PT, a quem, hoje, falta essa coragem de promover as reformas necessárias ao país.
Senador Aécio Neves
Coragem
Folha de S.Paulo, 23/04/2012
Aécio Neves
Há 250 milhões de celulares em uso no país. É espantoso, principalmente quando se sabe que somos hoje cerca de 200 milhões de brasileiros.
Trata-se de uma conquista de toda a sociedade, mas que só pode ser celebrada porque houve, no passado, um governo com coragem para desencadear o processo de privatização da telefonia. Ou, melhor, de democratização da telefonia brasileira.
Lembro os anos 90, quando o PSDB anunciava que, em pouco tempo, todo cidadão brasileiro teria o seu celular. Poucos acreditavam que tamanha mudança seria possível em tão pouco tempo.
É um saldo gratificante para quem, à época, enfrentou incompreensões de toda ordem e duríssimo combate político. Da mesma forma como no passado foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Real, bases sobre as quais se construíram os avanços recentes registrados pelo país, o PT também posicionou-se contra as mudanças na área da telefonia.
Falava-se de “alienação do patrimônio nacional” -como se pudesse ser riqueza nacional o elitista, exclusivista, caro e precário serviço oferecido então pelo Estado na área das telecomunicações.
Foi uma longa travessia até o inevitável reconhecimento dos incontestáveis benefícios garantidos aos brasileiros pelo acesso amplo e irrestrito às novas tecnologias.
No Brasil de hoje, o celular é o telefone do trabalhador. Cerca de 80% das linhas em funcionamento são pré-pagas. Milhões de outras garantem acesso à internet e, com ela, o acesso à informação, ao conhecimento, à mobilização.
Em plano ampliado, fica cada vez mais nítido o gigantesco esforço realizado para tentar demonizar o processo de transformações estruturais do país, iniciado no governo Fernando Henrique.
Neste caso, de forma simplista, buscou-se criar um “inimigo imaginário” chamado privatização, que passou a ser alvo de ataques ensaiados e refrões repetidos à exaustão, pouco importando se, no fundo, ninguém soubesse exatamente do que estava falando.
As restrições ideológicas à privatização são, hoje, página virada na história do país. Vide, por exemplo, as concessões iniciadas, ainda que tardiamente, para a administração dos aeroportos.
Incoerências à parte, resultados como esse deveriam inspirar quem tem responsabilidade de governar.
Basta caminhar pelo país para constatarmos a urgente e gigantesca demanda por transformações de fundo, que superem gargalos, atrasos e paralisias. Não avançaremos o necessário se nos esforçarmos para ter apenas mais do mesmo. O principal atributo de um governo deve ser a coragem. Coragem para fazer o que precisa ser feito.
Tancredo Neves foi um dos mais importantes políticos da história do Brasil no século 20, com uma atuação que culminou na viabilização da redemocratização do país. Nos vídeos a seguir, você pode conferir o documentário Tancredo Neves – Mensageiro da Liberdade, produzido pelo jornalista Fernando Barbosa Lima, que repassa sua biografia com o depoimento de amigos, familiares e lideranças da política nacional.
Vale a pena conferir e manter acesa a memória de luta, lembrando que, no último 21 de abril, completaram-se 17 anos do falecimento de Tancredo.
A instalação da CPI do Cachoeira é uma oportunidade para que o Congresso Nacional apure em profundidade mais um escândalo de corrupção, mas também para que se resgate a importância das CPIs para a história política brasileira, aponta o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, em artigo na Folha (22/04). Guerra relembra o impacto – e os avanços – das CPIs que resultaram na cassação do ex-presidente Fernando Collor e na investigação e denúncia do esquema do mensalão.
Agora, com o caso de Carlinhos Cachoeira, o Legislativo tem, novamente, a oportunidade de fazer a diferença, já que, desde a CPI dos Correios, o PT tem sufocado com a base aliada qualquer tentativa de investigação. Desta vez, aponta Guerra, o PT quis usar o caso Cachoeira para fazer cortina de fumaça e pode acabar engasgado. Leia.
O resgate das CPIs
Folha de S.Paulo, 22/04/2012
Sérgio Guerra
Sérgio Guerra, presidente do PSDB - Foto: Paula Sholl
As CPIs desempenharam um importante papel no passado recente da história brasileira. Foi a partir das investigações promovidas por uma CPI, em junho de 1992, que o ex-presidente Fernando Collor acabou sofrendo o impeachment.
Um ano depois, coube ao Congresso Nacional instalar a CPI do Orçamento, que desbaratou um esquema de desvios do dinheiro público comandado por parlamentares e funcionários do Legislativo. Seis parlamentares foram cassados, oito absolvidos e quatro preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade.
Enquanto esteve na oposição, o PT se mostrou implacável nas CPIs. Pelo menos até o governo Lula enfrentar sua primeira CPI, criada em maio de 2005 com o objetivo específico de investigar denúncias de corrupção nos Correios.
O estopim da crise que levou à instalação desta CPI foi a divulgação de uma fita de vídeo que mostrava o ex-funcionário da estatal Maurício Marinho aceitando propina de empresários.
Apesar de toda a precaução do governo Lula, que deixou a presidência da CPI nas mãos do senador petista Delcídio Amaral (MS) e a relatoria com o deputado peemedebista Osmar Serraglio (PR), o foco da investigação acabou sendo o esquema de pagamento mensal direcionado a parlamentares da base aliada em troca de votos no Congresso Nacional, que ficou mais conhecido com mensalão.
Isso só foi possível porque, a cada sessão da CPI dos Correios -transmitida ao vivo para todo o país-, a sociedade brasileira se mobilizava e pressionava o Legislativo, exigindo a continuidade das investigações.
De lá para cá, as CPIs perderam sua força. Isso porque, diante do estrago político promovido pela CPI dos Correios, o PT e seus aliados mudaram de estratégia.
Nos últimos sete anos, as poucas CPIs que a oposição conseguiu emplacar não produziram efeitos práticos, como a das ONGs e dos cartões corporativos, graças à obstrução patrocinada pelo governo petista.
O Congresso tem agora nas mãos uma oportunidade de resgatar a função democrática das CPIs, investigando um novo esquema de corrupção desvendado pela Polícia Federal e comandado pelo contraventor Carlos Cachoeira.
Na expectativa de tirar o foco da sociedade em relação ao julgamento do mensalão, previsto para acontecer ainda este semestre, o PT errou no cálculos ao imaginar que poderia confundir a opinião pública ao anunciar apoio à CPI do Cachoeira.
Em vídeo conclamando os movimentos populares a cobrarem a instalação da nova CPI, o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, imaginou que poderia atingir ainda a oposição. Em especial, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que causou constrangimentos a Lula em 2005 ao declarar publicamente que o alertara para o mensalão.
Nada foi comprovado contra Perillo. A situação se complicou, de fato, para o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, e uma das principais empreiteiras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Construtora Delta.
Os indícios e provas de que Agnelo e a Delta mantinham uma estreita relação com Cachoeira evidenciam o arrependimento de setores do PT e do próprio governo na sua estratégia de desviar o foco do julgamento do mensalão.
Coerente com sua história de luta, o PSDB defenderá a apuração de todas as denúncias envolvendo Cachoeira e seus parceiros públicos e privados. Além disso, faremos o que estiver ao nosso alcance para recuperar a credibilidade de um importante instrumento da democracia brasileira, a CPI.
SÉRGIO GUERRA, 64, economista, é deputado federal e presidente nacional do PSDB
Ainda que imperfeito, a democracia continua sendo o melhor sistema de governo já conhecido, mas é urgente, no Brasil, a reabilitação da ética e da representatividade das instituições políticas – e dos próprios políticos. O alerta é do presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, em seu artigo para o jornal O Tempo desta segunda (23/04).
Para o parlamentar, o fortalecimento da democracia passa pelo fim da impunidade e por lideranças que inspirem confiança e credibilidade. A CPI do Cachoeira é uma boa oportunidade para isso.
Democracia, política e ética
O Tempo, 23/04/2012
Marcus Pestana Deputado federal (PSDB-MG)
Marcus Pestana, presidente do PSDB-MG
Winston Churchill disse certa vez que “a democracia é o pior sistema de governo existente, excluídos todos os demais experimentados”. Fora da liberdade não há salvação. A democracia reflete as contradições, as virtudes e os pecados presentes na sociedade. Para o campo das decisões políticas convergem todos os interesses, legítimos ou não. A democracia é processo, é experimentação e aprendizado, tentativa e erro, crise e correção de rumos.
Democracia é liberdade individual, de organização, de opinião e de imprensa. Democracia é cidadania. Democracia é o império da Constituição e das leis democráticas. Democracia é participação, controle social. Democracia é equilíbrio entre os Poderes. Democracia é transparência, impessoalidade, espírito republicano.
A substância, consistência e efetividade da vida democrática dependem fundamentalmente da força e da credibilidade de suas instituições. Não há democracia sem partidos, eleições, voto, casas parlamentares, representação. Embora experiências de democracia participativa sejam importantes, é impossível substituir a democracia representativa.
No Brasil, as pesquisas indicam uma imagem institucional muito negativa dos partidos políticos e do Congresso Nacional. O sistema eleitoral não cria vínculos sólidos, enfraquece os partidos como polos organizadores, gera campanhas milionárias e cria um ambiente propício para a corrupção.
Em 2011, tivemos sete ministros afastados por denúncias de corrupção. Novos escândalos como o da Casa da Moeda e das lanchas do Ministério da Pesca foram denunciados. Há enorme expectativa da sociedade em relação ao julgamento do mensalão, ainda em 2012, por parte do Supremo Tribunal Federal. A impunidade alimenta o ceticismo.
Nas últimas semanas, fomos afogados por uma torrencial cachoeira de denúncias envolvendo um contraventor, empresas e o mundo político. O Congresso instalará uma CPI que esperamos trazer um esclarecimento amplo, isento, firme, sereno e não seletivo de suas implicações.
A maioria da população tem repulsa à corrupção. Mas desenvolvemos uma postura um tanto leniente. A maioria está preocupada com questões concretas como salário, emprego, custo de vida, crédito, saúde, violência, educação. Tentamos até obscurecer os fatos, criando novas palavras. A própria presidente Dilma cunhou o termo malfeito. Ora, malfeito é antônimo de bem-feito. A contraposição à ética e à honestidade é corrupção. Às palavras, seu significado. O resto é neologismo eufemístico.
Se quisermos fortalecer nossa democracia urge uma profunda transformação ética no comportamento de nossas elites. As lideranças da sociedade devem servir de exemplo, espelho, devem gerar confiança e credibilidade. A impunidade tem que ser extirpada. O sistema, reformado.
O combustível da vida é a esperança. O Brasil não pode mergulhar num mar de desesperança e apatia em relação à sua democracia.
O PSDB está iniciando um processo de atualização cadastral de seus filiados, de forma a aproximar o partido da militância e aprimorar a participação nas decisões partidárias. A atualização é feita pela internet e estará disponível de agora a junho a de 2013, inclusive durante o período eleitoral. Confira abaixo como funciona.
PSDB inicia atualização cadastral em todo país
Já está disponível no site do PSDB a ficha para que antigos e novos filiados atualizem seus dados junto ao partido. Basta acessar o endereço eletrônico www.psdb.org.br/cadastro para confirmar sua filiação. Caso você tenha dificuldades ao acessar o sistema, essa atualização poderá ser feita diretamente no diretório do PSDB mais próximo.
Objetivo
A atualização cadastral permitirá regularizar a situação dos nossos filiados, possibilitando não só um estreitamento dos laços entre o PSDB e você, como uma participação maior sua nas decisões do partido.
As pessoas que integram o PSDB são a força e a inspiração da legenda, para continuarmos lutando por mudanças. Por isso, a sua participação é tão importante.
Prazo
As fichas para a atualização ficarão disponíveis de abril de 2012 a junho de 2013. Mesmo durante o período da campanha eleitoral, os trabalhos serão mantidos.
Qualquer dúvida referente à atualização cadastral poderá ser esclarecida pela equipe responsável no telefone (61) 3424-0545 ou pelo e-mail cadastro@psdb.org.br.
Guilhermina Abreu Felipe Schuvartt Gabriel Azevedo
O senador Aécio Neves encerrou a semana com intensa movimentação partidária. Na quinta-feira (19/04), ele visitou o Centro-Oeste, para lançar e estimular as pré-candidaturas de tucanos às prefeituras das capitais do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Nesta sexta, a parada foi o Rio de Janeiro, com a mesma missão.
A Turma do Chapéu, claro, acompanhou os passos do senador. Dois chapeleiros foram convocados para cobrir a incursão ao Centro-Oeste: Guilhermina ficou com a missão de cobrir Cuiabá, enquanto Felipe Schuvartt ia a Campo Grande; no Rio, Gabriel Azevedo acompanhou o senador.
Recepção quente (mesmo) em Cuiabá
O dia começou cedo. Às sete da manhã eu, Guilhermina, e Schuvartt já estávamos no Aeroporto de Confins para filmar a primeira chamada do vídeo juntos. Após a gravação, cada um seguiu seu destino.
Aécio Neves, Otávio Leite e Sérgio Guerra em evento com lideranças no Rio
Ao aterrissar em Cuiabá, o piloto anunciava a temperatura de 32 graus na cidade. No trajeto do aeroporto ao local do evento onde encontraria Aécio Neves, os termômetros marcavam 38 graus. Enfrentar o calor cuiabano não é tarefa fácil, mas tudo pela causa!
Fui direto para o Encontro Estadual do PSDB, onde Aécio Neves palestraria para os militantes tucanos. A expectativa para a chegada do senador era grande e o grito “Ô Aécio, cadê você, eu vim aqui só para te ver” tomou conta do evento até ele chegar. O encontro estava lotado e a recepção foi calorosa (literalmente).
Aécio chegou acompanhado do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra e de outras lideranças tucanas. Ao discursar, o senador proclamou a pré-candidatura a prefeito de Guilherme Maluf e disse que o deputado estadual era a nova cara do PSDB. Aécio também ministrou uma pequena palestra sobre gestão e falou sobre o legado deixado pelo PSDB para o país. Foi aplaudido de pé!
Aécio discursa em evento do PSDB em Cuiabá
Após o encontro, Aécio seguiu para um almoço organizado pela CDL, que reuniu empresários e políticos do Estado. Ele aproveitou para falar sobre o paradigma de que a administração pública não pode ser tão eficiente quanto a da iniciativa privada e citou sua gestão em Minas como exemplo do contrário. O senador ganhou um quadro de presente e foi homenageado pelos empresários.
Devido à agenda corrida, Aécio se desculpou, almoçou correndo e partiu para Campo Grande, onde o chapeleiro Felipe Schuvart já o esperava para cobrir sua passagem pela capital. Antes de o senador ir para o aeroporto de Cuiabá, gravei uma mensagem dele para a Turma do Chapéu, na qual ele parabenizou a trupe por estar conhecendo o país de verdade!
Durante minha cobertura em Cuiabá, perdi meu voo, fiquei mais de doze horas no aeroporto, tive meu chapéu roubado, dentre outras situações inusitadas. Além disso, perguntei a Aécio Neves se era chato ser bonito. A resposta do Senador e os bastidores de toda a viagem você acompanha em breve em um vídeo aqui no site da TdC.
Próxima parada: Campo Grande
Dando prosseguimento à visita ao Centro-Oeste do país, o senador Aécio Neves visitou Campo Grande, a cidade morena. Acompanhado pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra, pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), pelo secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB, Rodrigo de Castro, e por outros políticos de peso, chegou à capital sul-matogrossense no final da tarde do dia 19 de abril, Dia do Índio. Perfeito, pois vale ressaltar que esta capital tem a maior tribo indígena urbana do mundo. A recepção feita pelo pré-candidato à prefeitura da cidade, deputado Reinaldo Azambuja, foi calorosa, com estouro de fogos. Cerca de quatrocentos militantes de diversos partidos aliados os aguardavam no pátio da Câmara Municipal.
Aécio Azambuja e Guerra, em Campo Grande
Já no primeiro compromisso oficial, com a imprensa, o senador enfatizou o compromisso que tem com o PSDB de Mato Grosso do Sul, classificando-o como “exemplo para o país”.
Durante um encontro reservado com os pré-candidatos a prefeituras e vereança, um assunto comentado foi o atual quadro político. Aliados de longa data no estado, PSDB e PMDB começam a se estranhar por causa deste novo e forte quadro tucano. Mas Aécio foi enfático quanto às relações: “Eu tenho o maior respeito pelo governador, mas todos nós sabemos que o momento é das eleições municipais”.
Azambuja agradeceu publicamente e ressaltou a importância da JPSDB-MS no processo eleitoral. Registre-se, aqui, o agradecimento especial pela atenção dada à Turma do Chapéu nos eventos (contem sempre conosco).
O senador mineiro reiterou, ao final, que esteve ali para o “início da arrancada da vitória de Reinaldo Azambuja em Campo Grande e de outros pré-candidatos do Estado”. Destacou, ainda, com força e fôlego: “Saio daqui com ânimo e confiança. Ninguém impedirá o PSDB de ter seus candidatos”.
Aclamação carioca
Já nesta sexta-feira (20/04), mais de 1.000 militantes tucanos cariocas se reuniram em um hotel na Praça Tiradentes, Rio de Janeiro, para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ). Com a presença de lideranças social-democratas de todo o Brasil, o evento marcou o início da caminhada rumo às eleições municipais de 2012 na capital fluminense.
Um dos presentes foi o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, que afirmou em discurso aclamado: “Otávio representa o que o Rio tem de melhor. Irá governar com transparência e seriedade, colocando em evidência os melhores princípios do nosso partido”. Além de políticos, o evento foi marcado por artistas da cena carioca.
Também presente, o senador Aécio Neves, aclamado como candidato tucano à Presidência em 2014, foi incisivo na defesa de Otávio Leite. “Sou um carioca-mineiro, ou um mineiro-carioca como alguns preferem, e sinto amor por essa cidade! Penso que o Rio precisa da experiência de Otávio à serviço do seu povo. Conte comigo, meu amigo! Vamos caminhar juntos. O que o Rio de Janeiro fala, o Brasil inteiro escuta!”
A militância do PSDB entoava gritos de “presidente” e “prefeito” enquanto Aécio e Otávio erguiam os braços juntos. Uma multidão se formou para fotos e conversas. Falaram ainda a filha do presidente JK, Maristela Kubistcheck, e Miguel Fernandez y Fernandez, Presidente da JPSDB do Rio de Janeiro. A Turma do Chapéu esteve presente no encalço de Aécio Neves e seguirá acompanhando o senador pelo país.
Após o evento, Aécio Neves, que morou até os 20 anos de idade no Rio de Janeiro, saiu caminhando pela Lapa em busca de um taxi. Gabriel Azevedo, chapeleiro que preza pelo seu senador, tratou logo de colocá-lo no carro e seguir em frente. “Uai, senador, vem com a gente!” Tudo bem que o protocolo não abafa o cidadão no peito do político, mas futuro presidente da República não pode ficar dando sopa por aí que o assedio é muito!
Aécio e Gabriel Azevedo, no evento em torno de Otávio Leite, no Rio