A santa Wikipédia me contou de soslaio, que quadrilha é uma contradança de origem holandesa. Como Van Gogh e aquelas mulheres de vida fácil maconheiras que ficam fazendo strip-tease nas vitrines de duplo sentido em Amsterdã.
Como sou tolinho! Eu achava que quadrilha fosse… Chose, coisa francesa…
Ah! Tem mais: “A quadrilha brasileira tem o seu nome oriundo de uma dança de salão francesa para quatro pares, a “quadrille”, popular nos meios aristocráticos franceses do século 18, pertinho da guilhotina!
Mas minha confusão vem também daquela tradição de festa junina cheia de palavras estranhas porque afrancesadas: Nas instruções aos dançarinos, quando o locutor grita “a ponte quebrou, ‘anarrié’”, ele quer dizer para trás (en arrière). Por exemplo, ‘promenade’ quer dizer passeio. ‘Changê’ significa trocar (changer). ‘Anavam’ é em frente (en avant)…
O grande cantor e compositor, Ednardo, tem até uma música legal, “Artigo 26”, onde brinca com a tradicional modinha junina: “Olha o padeiro entregando o pão/
De casa em casa entregando o pão/Menos naquela, aquela, aquela, aquela não/Pois quem se arrisca a cair no alçapão?/ Anavantu, anavantu, anarriê/Nê pa dê qua, nê pa dê qua, padê burrê/Igualitê, fraternitê e libertê/Merci bocu, merci bocu/Não há de que…”
Por falar em caipira barango e brega; numa variação sobre o mesmo tema, mas, em inglês, outra historinha. Sarney viria de “Sir Ney”, um Ney antepassado de Sarney que trabalhava com ou para os ingleses que chamavam o tal Ney de “Sir” O que é um exagero, não é mesmo? “Sir” é tratamento nobre… Sarney… Só rindo… Sarney tá mais pra sarna e lepra.
No Brasil, até a posse de Lula, a quadrilha era parte das festas juninas. Como lembrei acima, um animador vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam num “mela-cueca acoxambrado” de acordo com as mesmas. Todos devidamente animados por quentão e vinho quente.
Para alguns chatos cientistas sociais, especialmente antropólogos ociosos, a brincadeira representa uma permanência do pensamento evolucionista muito em voga no século 19, onde pessoas que residem em meios urbanos agem de forma estereotipada, zombando dos moradores de áreas rurais mesmo sem se darem conta.
A quadrilha caipira nas festas juninas é aberta pelo “noivo e pela noiva”, pois a quadrilha representa o grande baile do falso casamento. Geralmente “noivo e noiva” são representados pelos mais engraçadinhos da turma que não têm medo do ridículo, assim como quem faz o “padre e os padrinhos”.
A quadrilha foi penetrada no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões do mesmo século 19, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio, caiu no gosto do povo, logo, para a Granja do Torto, com Lula e seus comparsas que se acham e dizem parte do povo, para enganar o parvo povo pacóvio.
A sanfona, o triângulo, a zabumba, cuecas e malas são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Pelo menos nos arrabaldes e cercanias de Brasília. Também são comuns a viola, o violão e muita negociata
Os ritmos juninos são: quadrilha, formação, forró, forro, baião, baia, xaxado, safado, fandango, candango, xote, xoxota, coco, cocô, vanerão e mensalão.
Por estas e outras, Lula adora um forró forrado, uma festa junina, um tonel de pinga; ministros fantasiados de caipira sem precisar trocar de roupa ou de linguajar; em suma, uma formação de quadrilha. São conhecidas as festas, fotos e fodas na Granja do Torto, desde que este povo caipira botou o homem lá.
Lula sempre fez o papel de noivo, com seu canhão, perdão, com sua esposa, a primeira-dama, Dona Marisa Letícia – a Galega que engravidou no primeiro dia – como noiva. Cada um tem o que merece, né?
Salvo engano a noiva deste ano foi a Dilma…
Por isso, ao catar hoje, (sem luvas, meu Deus!) na rua, a propaganda que ilustra esta coluna, não pude me furtar (com trocadilho, por favor) a imaginar hipotética festa junina, com esta turma aí.
Vejam bem. Lula e Dilma, os noivos; Patrus o padre; Pimentel o coroinha que come o padre e Newtão o tesoureiro, melhor, o fiel que recolhe o dízimo durante as missas, casamentos e empreiteiras.
Ihhhhhhhhhhh! Esqueci o Hélio Costa! Tudo bem, ninguém vai lembrar mesmo dele.
PS: Por que o santinho do Newtão tá sujo? Porque ele é ficha limpa. Ele, o Maluf, e o Jáder…
