Por Guilherme Castro

Obras da Arena Amazônia estão bem avançadas e não preocupam
O Chapéu na Copa chega a sua última cidade-sede: Manaus. A capital do Amazonas é a única escolhida da Região Norte do país e vem com grandes expectativas, já que carrega consigo a representatividade da floresta Amazônica e seus afins. Vale destacar que, na disputa, o Pará foi desbancado pelo projeto do Amazonas, o que aumentou a pressão sobre a sede.
Começaremos pelos pontos positivos de Manaus para a Copa do Mundo de 2014. A nova Arena Amazônia terá capacidade para aproximadamente 45 mil pessoas e está sendo construída no lugar do Vivaldão, que foi destruído para dar lugar ao novo estádio. As obras estão adiantadas e fogem à regra do Estado, já que a mobilidade não anda tão rápido. Contudo, durante o período em que estávamos na cidade, a construtora Andrade Gutierrez estava enfrentando problemas com assédio moral dentro dos canteiros, porém não conseguimos nenhum funcionário disposto a falar sobre o caso.
Outro ponto que pesa para o estádio é a falta de expressão do futebol amazonense. O Pará, adversário na disputa, é o único Estado da região Norte que possui times reconhecidos nacionalmente e capazes de movimentar economicamente a nova arena. Dessa forma, será necessário pensar uma boa estratégia para que o estádio da região mais verde do Brasil não passe a ter o branco como cor, a de um grande elefante branco!
Como já dito, as obras responsáveis por melhorar o trânsito da capital andam bem devagar. As duas opções para Manaus estão atrasadas, tanto o monotrilho quanto o BRT. Até o fechamento da coluna, apenas o contrato do monotrilho havia sido assinado, mas com grande atraso e sem previsão para início das construções devido a algumas irregularidades encontradas pelo Ministério Público.
Por fim, temos a infraestrutura hoteleira bem desenvolvida na capital, ou seja, uma preocupação a menos para o governo. Com todos os novos empreendimentos que ficarão prontos para 2014, a cidade será capaz de absorver o crescimento da demanda por quartos.