Uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Hoje em Dia afirma que o delegado responsável pelas investigações das falcatruas de Nilton Monteiro teria “inocentado” o deputado Rogério Correia de envolvimento com os golpes do falsário. Foi o que bastou para que Correia apregoasse a notícia.
Caro deputado, pode-se até admitir que o senhor não tenha relação com os outros golpes de Nilton Monteiro, mas sua ficha está, sim, muito suja com a farsa da Lista de Furnas.
A cobrança extrajudicial que o estelionatário fez a Rogério Correia está toda documentada, tendo sido localizado, inclusive, o registro em cartório da mesma.
Leia o que diz nota publicada no site da Secretaria de Estado de Defesa Social nesta sexta-feira:
Nota de esclarecimento
Com relação à matéria publicada no jornal “Hoje em Dia”, na edição dessa sexta-feira (03/02), a Polícia Civil de Minas Gerais informa que:
- Não é verdadeira a afirmação de que “Delegado inocenta petista e incrimina lobista”;
- Não é verdadeira a informação de que “o delegado Márcio Simões Nabak desvinculou, ontem, o deputado estadual Rogério Correa (PT) de qualquer envolvimento nos supostos achaques a poderosos dos meios político e empresarial, que teriam sido feitos pelo lobista Nilton Monteiro”;
- As investigações localizaram no Cartório de 2º Ofício de Registro de Títulos de Documentos de Belo Horizonte documento de cobrança extrajudicial, registrado no ano de 2008, no qual Nilton Monteiro cobra do deputado Rogério Correa restante de pagamento por serviços contratados no ano de 2005;
- Nilton Monteiro foi detido por solicitação do Ministério Público e por determinação da Justiça, em função de acusação de falsificação de documentos de cobrança. No decorrer dessa investigação surgiram provas que apontam para a participação do mesmo em diversos outros golpes. Não há ainda nenhum processo aberto com relação aos outros casos que estão vindo à tona com as investigações;
- As investigações vão continuar e, tendo em vista o alcance dos golpes articulados pela quadrilha, o resultado das mesmas será tornado público com a frequência necessária, de tal forma a colaborar com os diversos processos em curso na Justiça;
- Os documentos já localizados serão encaminhados à Justiça mineira, com a sugestão de serem enviados à Polícia Federal.