por Gabriel Azevedo
Confira o Guia elaborado por Gabriel Azevedo, secretário de Comunicação da JPSDB, com dicas para usar efetivamente as ferramentas da internet e das redes sociais na campanha das eleições municipais de 2012. Veja os vídeos, confira o infográfico e faça download da cartilha.
Vídeos
Confira abaixo a série de vídeos com 45 Dicas para se fazer Campanha na Internet: introdução, blog e site, Facebook, Twitter, YouTube, e-mail e conclusão.
Infográfico
Veja o infográfico produzido pela TdC e não deixe passar nenhum detalhe.

Cartilha
Faça download da Cartilha distribuída para jovens de todo o Brasil. Ou veja os slides.
Confira o post que originou a cartilha, o infográfico e a série em vídeo
Antes de lermos um pouco, que tal assistirmos a um vídeo de 20 anos atrás, quando ainda existia Jô Soares, Onze e Meia…
Na sua opinião, mudamos muito ou não?
Estamos a seis meses do terceiro pleito para prefeitos e vereadores no Brasil que terá a internet entre as ferramentas eleitorais. Tudo mudou desde a primeira vez em que a rede foi utilizada para esse fim. Em contraponto com a televisão, onde o formato e as estratégias permanecem as mesmas desde a eleição presidencial de 1989, é impossível comparar o avanço que ocorreu na web.
Em 2000, mal havíamos virado a página entre mil anos, mal sabíamos o que o bug do milênio causaria em nossos sistemas, mal utilizávamos a internet. Nas recordações das pessoas, devem constar a internet discada, o início da série Pentium que começava a substituir os 386 e 486, IRC e os disquetes. Nenhum candidato gosta de falar em palanque vazio ou em lugar onde não existe voto. A internet era um terreno baldio eleitoral. Não poderíamos imaginar que doze anos depois permaneceríamos com uma rede cara, lenta e que continua distante de milhões de brasileiros, mas isso é assunto para outro texto.
Em 2004, algumas coisas haviam mudado. As redes sociais começavam a engatinhar no Brasil tendo como seu principal protagonista o hoje moribundo Orkut. As ferramentas de conversa online deixavam para trás o ICQ migrando para o MSN Messenger (que ora dá lugar para o chat online do Facebook, que, aliás, não conquistava ninguém oito anos atrás). Mais pessoas passaram a utilizar a internet e o cabo passou a deixar as linhas telefônicas livres aos finais de semana. Ninguém carregava a internet no bolso, mas passou a ser mais prazeroso se conectar. Surgiam as primeiras ferramentas que permitiam aos usuários construir seu próprio site de maneira amigável. Amigável para alguns poucos… Os blogs eram um fenômeno fora do Brasil, mas aqui nem suspiravam, deixando o campo livre para os fotologs. Alguns candidatos se aventuraram em construir sites simples que muito se assemelhavam com rígidos e estáticos “santinhos online”.
Em 2008, vale recordar, sobretudo, a decisão de triste memória do TSE, da qual máxima vênia discordei em textos publicados em vários veículos. A nossa última eleição para prefeito e vereador já contava com mais usuários, mais banda e o início de uma portabilidade reduzida e cara. O Twitter deu suas caras sem conquistar muitos fãs. O YouTube já era um fenômeno. Num curto período de tempo, os vídeos que precisavam ser sustentados em sites para serem reproduzidos por softwares no computador passaram a ser facilmente carregados e incorporados de forma intersetorial na rede. Lembro-me de três bons exemplos: Fernando Gabeira, Gilberto Kassab e Marcio Lacerda. Os sites desses candidatos se resumia em uma palavra: mashup!
Basciamente, esses candidatos misturaram em seus espaços online todas as ferramentas possíveis e imagináveis. Marcio Lacerda abusou dos vídeos do YouTube agregados em seu site, Fernando Gabeira usou o GoogleMaps para organizar eventos com eleitores e Gilberto Kassab criou a própria rede social. Todos eles deram de ombros para a Resolução nº 22.718, que proibia isso tudo. Vale acrescentar que a participação do internauta se intensificou com mais comentários nos campos dos blogs e mais agitação nas redes sociais. O Facebook começou a ganhar corpo no Brasil. Os computadores portáteis, laptops ou notebooks, começaram a transformar computadores pessoais em peças obsoletas. As plaquinhas de internet vendidas por operadoras de telefone começaram a antever o que viria…
Em 2012, a internet ficou portátil e também mais ágil. As pessoas passaram a se conectar mais e em qualquer lugar pelos tablets e smartphones. A troca de dados começou, inclusive, a substituir as funções normais do telefone. As ligações perdem espaço para a voz em IP (Skype), o SMS perde seu lugar para programas que trocam mensagem por dados (Whatsapp!). O Twitter se consolidou como ferramenta onde a informação circula mais rápido. O Facebook engoliu o Orkut, onde vários perfis pouco ativos nos fizeram pensar sobre o que significa um cadáver virtual. O jornalismo se rendeu a rede. Espaços em jornais são dedicados ao que é dito por políticos em seus perfis online. O YouTube se desmistificou completamente e passou a ganhar audiência competindo com a novela das oito. Todo mundo consegue criar um blog, uma vez que ferramentas como WordPress e Blogspot, que já eram utilizadas, pretendem ser cada vez mais intuitivas. O brasileiro começou a pagar mais por serviços online. Compra-se música, filme, espaço no e-mail, armazenamento na nuvem de dados, aplicativos… Já há uma geração que vai votar pela primeira vez sem nunca ter usado uma biblioteca na vida.
E o e-mail?, perguntarão. Trata-se de um formato que não se modificou em quase nada desde 2000 no que diz respeito ao seu uso eleitoral. Ferramentas foram desenvolvidas para amplificar o disparo, contudo, no campo da estratégia, convivemos com os mesmos exemplos de spam, correntes negativas ou positivas, envios de newsletter…
Em 2016, tudo terá mudado novamente. Arrisco prever um avanço considerável nas ferramentas de geolocalização online portátil. Também imagino que haverá mais “jogabilidade” nas campanhas. A teoria dos jogos será utilizada nas ferramentas eleitorais na internet para que as estratégias sejam mais atrativas e façam o eleitor desejar participar. Presumo que, pelo andar da carruagem, o responsável pelo marketing na TV terá de se adequar ao conteúdo do responsável pelo marketing na web. Isso se, e somente se, o mesmo papel não for desempenhado por um só profissional que saiba unificar as mídias. Daqui a quatro anos, os usuários de internet portátil terão se multiplicado. Haverá pessoas que deixarão de lado a rede telefônica para usar apenas a transmissão de dados. O mesmo acontecerá com a TV. Posso imaginar sites dedicados a avaliar os candidatos online, conferindo um selo de qualidade às melhores práticas eleitorais. E também às piores. Acredito que a doação de campanha será perfeitamente realizável apenas pela internet. Isso, é claro, depende de uma forcinha do TSE. Já teremos cidades com 4G. Acredito que, noves fora os muitos países e diferenças com as quais convivemos, é impossível conceber um candidato sem ações plenas na internet daqui a quatro anos.
Afora o exercício de futurologia, em síntese, de 2000 para 2012 podemos reunir as mudanças de interesse eleitoral ocorridas em cinco, sendo elas:
- a ampliação do uso da internet pela população brasileira;
- a velocidade de transmissão de dados;
- a portabilidade que permitiu utilizar a rede em tablets e smartphones;
- a customização pessoal e sem custo do conteúdo pessoal gerado;
- o surgimento e massificação das redes sociais.
Propaganda Eleitoral de FHC em 1994
“Levanta a mão e vamos lá, que o Brasil está caminhando e ele não pode parar. Quero avançar, seguir em frente…” Quem não se lembra? Em 1994, tinha oito anos, ainda não conhecia a internet, mas já gostava do PSDB. Na minha opinião, as campanhas presidenciais de FHC na televisão foram as melhores executadas em âmbito nacional pelo partido até hoje. O símbolo que Fernando Henrique utilizava era a mão. Para cada um dos cinco dedos uma meta. Educação, saúde, segurança, emprego e agricultura. Pois bem, erga a mão novamente, candidato! Assim como FHC possuía um quinteto de objetivos, vamos às cinco metas para a utilização da internet na campanha para prefeito e vereador. Em cada uma delas, nove condutas sugeridas, somando 45 dicas para potencializar a rede rumo à vitória eleitoral.
BLOG/SITE
Esse será o seu portal na internet. Ou seja, o produto principal. Seja um site mais completo ou apenas um blog customizado, é nesse espaço que grande parte do conteúdo que você produzir vai se encontrar. Durante o período pré-eleitoral, pode ser uma área com suas ideias e atividades. Na eleição, você poderá possuir um domínio oficial na internet (www.seunome45.can.br) e disponibilizar tudo relativo ao pleito.
- Considerando sempre os recursos escassos do candidato, a regra é economizar. Use as ferramentas que lhe permitem customizar o seu blog ou site. O famoso faça você mesmo! Recomendo o wordpress.com, uma poderosa maneira de criar o seu próprio blog. Se quiser investir nessa área, capriche na escolha de um design que vai diferenciar o seu espaço dos demais e criar uma identidade visual que poderá ser replicada nas outras redes como perfis sociais e canais em sites de compartilhamentos de vídeo.
- O principal texto que vai no blog ou site é a biografia do candidato. Quem é, onde nasceu, o que já fez… O CANDIDATO!
- Outro espaço muito importante deve ser dedicado a mostrar o que o candidato pretende fazer com o mandato que lhe for conferido. Ou seja, o PLANO DE GOVERNO. Para candidatos a vereador, vale listar as principais ações que pretende realizar. Quais são suas bandeiras, quais são as suas prioridades. CONVENÇA AS PESSOAS COM SUAS IDEIAS.
- Um espaço deve ser dedicado ao material de campanha. Download das imagens para impressão, local de cadastro para se receber em casa, endereços de onde ele pode ser adquirido. DA INTERNET PARA AS RUAS.
- Um espaço deve ser destinado à participação do internauta. Pergunte se ele deseja ser voluntário e explique onde você precisa dele, pergunte quais ideias ele tem a oferecer ao seu mandato e as insira no programa de governo; pergunte se ele deseja doar recursos para sua campanha e ensine os passos. INTERAJA COM O ELEITOR. E quanto menos espaços para interação ampla, menos pedidos de emprego…
- Um campo de fácil assinatura para a newsletter do candidato é importante!
- Busca! Esse mecanismo deve ser bem destacado e com boa funcionalidade. O site não funciona como um shopping que deseja que as pessoas gastem tempo procurando o que querem. Se isso ocorre num site, as pessoas vão embora.
- SEO, links para redes sociais, tags e medição. Tudo que você publicar deve ser bem etiquetado. Isso ajuda na busca e ajuda na sua percepção pelo Google! Não deixe de usar ferramentas como o Google Analytics para saber o que está ou não funcionando e sendo visitado.
- Cotidiano no formato de blog, calendário e mashup. Tudo isso com design para não parecer desfile de bloco carnavalesco. No seu site você deve colocar links para seus vídeos, publicar seus textos, anexar suas fotos, pendurar a sua agenda de eventos. Harmonize.
É a rede social mais utilizada na atualidade. O candidato não pode ficar fora dela. E deve seguir boas regras de comportamento que imitam o convívio regular.
- Nada de perfil pessoal! Se o candidato vai estar nessa mídia é melhor escolher o formato de página. É a antiga mudança da primeira pessoa do singular para a terceira pessoa do singular. Esse formato permite um linha do tempo que atualiza as atividades e consegue disponibilizar informações importantes organizadas cronologicamente desde o nascimento. Sobretudo, evita que as pessoas aguardem interação o tempo inteiro. Você pode conferir um belo exemplo clicando aqui na página do Presidente FHC.
- Cuide da sua página como quem cuida de um jardim. É necessário manter o espaço atualizado com parcimônia, interagindo sempre que possível. Publique boas fotos, compartilhe textos, direcione as pessoas para o seu site ou blog. Cuide para que você não seja marcado em imagens indesejáveis e para que não façam do seu mural um espaço de poluição. Vale repetir o design que você utilizou no blog ou site para os campos onde vale customização.
- Evite correntes, banalidades, futilidades, coisinhas e tudo aquilo que não combina com a postura de um candidato. Não frufrurize o seu perfil. Isso pode causar uma péssima impressão.
- Interaja, mas nem tanto. O campo de mensagens privadas, se habilitado, deve sempre ser respondido com uma mensagem padrão que direciona a demanda para sua assessoria e para um filtro de demandas e importância. Se você acostumar o eleitor a responder sempre terá um problema. Escolha o momento para interação e não passe a impressão que você tem tempo de sobra…
- Cuidado com aquilo que curtir ou compartilhar. A rede é o lar do mal entendido. Lembra da comunidade “eu odeio trabalhar na segunda-feira” que existia no Orkut? Era fatal. Existem alguns deslizes assim que você pode cometer no Facebook e deve evitar.
- Jure a si próprio que seu tempo não será gasto em jogos! Não convide as pessoas para aplicativos banais! Canalize sua audiência! Ela é preciosa.
- Capriche no preenchimento dos seus dados. As pessoas fuçam! Esmiúçam. Demonstre seu curriculum, mas não torne seu perfil um portão para sua vida privada. Não é a foto sem camisa do churrasco da família que cairá necessariamente bem na rede… Em política, tudo pode ser usado contra você. Contudo, seja menos sisudo. Se aproxime das pessoas.
- Não abuse dos aplicativos! Use aqueles que terão proveito político e que somam à sua imagem pública. São poucos, mas existem. O Instagram (ferramenta de compartilhamento de fotos recém adquirida pelo facebook) e o Foursquare (ferramenta de geolocalizacão) podem ser adaptados ao uso político.
- Não alimente os trolls. A ferramenta de bloquear um usuário que visivelmente quer irritar ou avacalhar é útil para maximar seu tempo e o tempo da sua equipe. Crie um exército à seu favor. Sempre há quem possa fazer o trabalho por você.
Há quem diga que o twitter é uma rede social. Há quem diga que o twitter é um blog pequenininho, um microblog. Há quem diga que é os dois. Há quem diga que não é nenhum! O que se sabe é que o twitter é a ferramenta que caiu nas graças do jornalismo brasileiro, de muitos políticos e usuários. Por ter seu funcionamento baseado na veiculação de informações tem um perfil mais reduzido de usuários que o facebook. Quer contar para as pessoas um novidade? Esse é o lugar.
- Velocidade e 140 carateres! Não quebre essa regra! Não invente de escrever 10 postagens seguidas para construir um raciocínio! E ainda tem quem numere… Se o texto tem mais que 140 letras pule para o blog ou para o facebook! No twitter a lei é resumir.
- Utilize as ferramentas que reduzem links como o migre.me para convidar o seu seguidor a interagir com um texto maior ou com sites que você sugerir. Use a ferramenta para divulgar as novas postagens do seu blog.
- Aprenda a cultura dessa rede. Domine bem o uso da hashtag, dos termos, do reply. Use isso estrategicamente a seu favor. Em hipótese alguma utilize o twitter para fazer spam! As pessoas odeiam spam. Spam político é odiado em dobro.
- Não peça às pessoas para lhe seguirem. Dê motivos para que isso aconteça. Seguimos aquilo pelo qual nos interessamos.
- Vale a pena adquirir um celular ou tablet com plano de dados para utilizar essa ferramenta. Ela é o momento. O furo. O instantâneo. Fotografar e compartilhar é algo que fica muito bem nessa rede.
- Capriche no design. A customização é limitada, mas a foto pode ser caprichada e o background também. Não deixe de utilizar bem a sua descrição e o espaço para links para fornecer seu perfil político e grudar seu site no twitter.
- Muito cuidado com o bom uso do português. As pessoas toleram e distinguem erros de digitação próprios da velocidade de verdadeiros homicídios da língua.
- Dialogue! Mais do que no blog ou no facebook, o twitter é um espaço para falar junto. Seja breve, mas seja presente. Escolha bem quem você vai seguir. Vale a regra do encontro político em eleição. Busque os nós da rede, não as pontas.
- Originalidade é bem-vinda sempre. O twitter talvez seja a rede onde o eleitor perceberá o candidato com maior sensibilidade. Ele vai notar um descompasso entre o político e seu perfil se a assessoria resolver postar sem uma identidade. Ele vai prestar atenção para ver se foi possível o candidato tuitar enquanto tomava café com um grupo de apoiadores. Muita atenção aos pequenos detalhes. Essa é uma ferramenta minuciosa.
YouTube
O bom e velho vídeo! Só que dessa vez produzido por qualquer um e assistido em qualquer lugar do mundo em quase todos os dispositivos. Existem inúmeros sites de compartilhamento de vídeo. O yotube é de longe o mais utilizado. Vale a pena conferir.
- Se o orçamento estiver muito apertado mesmo, aqui reside a sua prioridade. A qualidade é o diferencial nessa mídia. Vale investir no audivisual em detrimento das demais. As pessoas não gostam de ler textos longos como esse que escrevi. Não mesmo. Um vídeo é mais direto e mais leve. Não contrate aquele pessoal que grava casamentos na cidade em fita para vídeo cassete. Isso não vai dar certo. Aposte em profissionais jovens que precisam de se provar. Una a criatividade deles ao seu discurso.
- Vídeos podem ser feitos de maneira amadora também desde que a mensagem seja valorizada. Está em dúvida sobre o primeiro vídeo a ser feito? Conte a sua história de vida em um minuto. Fica lançado esse desafio. Misture depoimentos, fotos, vídeos, imagens de locais, músicas e fale ao eleitor quem é você. Deixe esse produto disponível para quem quiser conhecê-lo.
- Não há formula para um vídeo que seja muito assistido ou que faça muito sucesso. Há de tudo. Vale insistir. Produza vídeos curtos.
- Não deixe de completar as informações do vídeo com as tags corretas que ajudarão seu vídeo a ser encontrado e formarão um bom arquivo virtual do candidato.
- Vídeos de ataque fazem sucesso se você for um candidato de oposição. Não mire abaixo da cintura pra que o efeito não seja contrário. Respeite o código penal e não crie problemas… Use humor.
- Evite estúdios. Grave locais, gente, causas. Evite falar em primeira pessoa. Deixe seus eleitores falarem por você.
- Crie blocos com programas separados pelas idéias. Explique seu programa de governo dando exemplos na prática. Saia da teoria. Não explique apenas, mostre para as pessoas o que você vai fazer. Onde e quem seu mandato vai afetar positivamente.
- Entrevistas são vídeos fáceis e interessantes de serem produzidos. Vale apostar. Valorize o seu eleitor e seu apoiador. Dê audiência a ele.
- Customize seu canal no youtube com o design do seu perfil das redes anteriores. O segredo ainda é uma boa iluminação e um equipamento mínimo. Conte boas histórias. Não entedie as pessoas. Saiba que você fará vídeos para vários públicos. Um vídeo com seu jingle também não pode faltar. E grave a fala de pessoas que sejam referência na sua cidade. Deu problema? O vídeo é uma bela forma de esclarecer.
Todo mundo tem. Todo mundo usa. Não abuse e saiba potencializar todas as ferramentas anteriores através dessa última mais intima. A caixa de correio é utilizada nas campanhas há muito tempo. Imagine-se no lugar do eleitor e você não vai cometer erros.
- Não faça spam.
- Não faça spam.
- Não faça spam.
- Além de não fazer spam, envie o mínimo necessário. Seja muito sintético. Reduza sua mensagem numa imagem leve.
- Utilize boas ferramentas de disparo para não ver seu conteúdo desaguar nos lixos eletrônicos. São geralmente muito baratas e eficazes. Algumas servem para conferir quem abriu o email enviado e quem clicou nos links contidos nele.
- Faça boas listas! Assim como você relaciona os eleitores por bairro, tipo ou importância para realizar eventos, tente estratificar seus eleitores para o envio de material específico. Não confie nesses banco de dados vendidos. Podem ser uma furada.
- Escolha o que enviar e faça uma programação mensal. Segunda-feira é um bom dia para o disparo.
- Seja pessoal! É uma carta e não um ofício! Seja intimista e elegante.
- Não faça spam.
Atentem-se para a lei eleitoral! A internet está sujeita à regulamentação! Quem não prestar atenção (principalmente às datas que permitem o início da campanha) pode colocar cascas de banana no próprio caminho.
Por fim, a grande novidade de se fazer campanha na internet é que o eleitor ganha mais voz que o candidato. Encare esse fato como uma oportunidade. Interaja mais. Crie mais elos. Faça da rede um ferramenta realmente democrática. Muitas outras dicas podem ser adicionadas a esse texto. Sigo disponível para colaborar com todos os nossos correligionários. A internet é divertida e vai mudar a política para sempre.
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