por Gabriela Laudares

BR-494 nas proximidades de Oliveira(MG)
O grande polo da região centro-oeste, Divinópolis, conhecido principalmente pelas confecções e pela estrutura hospitalar, depende extremamente das rodovias que cercam a cidade. O transporte de carga é difundido pelo Brasil inteiro através das rodovias e o transporte de pacientes, na maioria das vezes, é feito em estado crítico devido à deficiência da saúde em cidades do interior.
Em junho, a bancada mineira na Câmara dos Deputados reivindicou a adequação e duplicação da BR-262, no trecho entre Nova Serrana e Uberaba, com a máxima urgência. A cidade calçadista precisa urgentemente de melhores condições para que o desenvolvimento maciço possa chegar cada vez mais rápido à população em conjunto da grande influência da política incisiva de Uberaba, até mesmo pelo poder mantido pelos criadores do gado Zebu.
Por meio das rodovias é que se dão os pequenos deslocamentos de carga, essenciais para que o produto siga das mãos do produtor para as do consumidor. Mesmo grandes cargas precisam, em geral, percorrer alguma porção de rodovias para alcançarem seus destinos finais. Apesar de sua extensa malha e da capilaridade de suas conexões rodoviárias, o Brasil não possui uma tradição de manutenção e conservação de suas estradas que são construídas muitas vezes com a utilização de materiais menos duráveis e reparadas de modo inadequado.
A BR-494 apresenta alguns trechos sucateados e ausência de canteiro central, o que deixa explícita a diferença entre a passagem e a via posterior: a Rodovia Fernão Dias, que está sob concessão espanhola até o ano de 2033. A BR-381 foi escolhida por unanimidade pelos mineiros como a melhor rodovia que corta do estado. Mesmo cobrando pedágios, a satisfação dos motoristas é clara comparada a alguns trechos do norte de Minas.
Trazendo uma enorme competitividade para Lavras, que já está em uma localização estratégica, a rodovia transporta exorbitante quantidade de carga que em parte deveria ser transportada pelos trens. Segundo o candidato a prefeito lavrense, Professor Silas (PSDB), a ferrovia só não foi desenvolvida por causa de divergências políticas. Ainda assim, a produção local consegue rápido escoamento de produção para grandes polos.