Ao contrário de Dilma, que prometeu muito em Minas e não vem cumprindo, o governo de Antonio Anastasia já pôs a mão na massa e está entregando o que prometeu.
Balanço feito pelo jornal O Tempo, publicado em 15 de agosto, mostra que Anastasia avança na maioria das áreas. Os senões são em educação – área em que a greve dos professores é o principal problema – e o desenvolvimento regional, área na qual já há legislação de estímulo, mas que ainda depende de aprovação na Assembleia Legislativa.
Veja o que O Tempo apurou (a lista não inclui diversos programas em curso):
- Universalizar saneamento e abastecimento de água: Investimento de R$ 320,3 milhões nos primeiros seis meses, em diversas regiões
- Agilizar o licenciamento ambiental: criação da Subsecretaria de Gestão e Regularização Ambiental Integrada e inciada a construção do portal Sisemanet, que coloca todos os dados do setor na internet
- Aumento do policiamento e valorização dos agentes de segurança: Formação de 1.000 soldados e sargentos; reajustes de 10 a 15% até 2015; concurso para 144 delegados e 205 escrivães
- Construir novos hospitais regionais e expandir o Pro-Hosp: Convênios já assinados para construção de hospitais em Juiz de Fora, Uberaba, Sete Lagoas e Divinópolis
- Expandir o Proacesso e melhorar malha rodoviária estadual: Pavimentação de 283 km de rodovias até julho (62% da meta) e concluídos oito acessos pavimentados (42% da meta)
- Criação de zonas de desenvolvimento regional e programas para aumento de competitividade: Envio de projeto à Assembleia para dar incentivos a empresas que se instalarem no Norte de Minas e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri (área mineira da Sudene).
Na questão da educação, há a promessa de implantar novas tabelas de remuneração e reajustes anuais. Isso até foi feito, com reajustes de até 40%, no início do ano. Só que os professores não estão satisfeitos e estão em greve desde junho. O curioso é que os professores acusam o governo de intransigência, mas não aceitaram nenhuma das propostas apresentadas. Só serve do jeito deles, mesmo que o custo seja inviável. A ver onde vai dar isso…
Veja o que Anastasia fala sobre desenvolvimento e leia a reportagem de O Tempo (o título puxa pelo negativo, claro):

Educação e desenvolvimento regional ainda engatinham
O Tempo, 15/08/2011
Projetos em setores como saúde e segurança foram concretizados ou já estão em andamento em Minas
A campanha à reeleição do governador Antonio Anastasia (PSDB), no ano passado, foi focada na proposta da continuidade, mas o tucano, na época, enumerou uma série de projetos tratados por ele como prioritários para o Estado. Levantamento feito por O TEMPO, com base nas promessas de campanha do tucano, mostra que projetos em áreas como saúde e segurança já foram concretizados ou estão em andamento, enquanto as metas estabelecidas por ele nos palanques para os setores da educação e do desenvolvimento regional ainda engatinham.
Nos primeiros oito meses de seu segundo mandato, o governador já assinou, conforme prometera na campanha, convênios com prefeituras para a construção de quatro novos hospitais regionais – em Juiz de Fora, Uberaba, Sete Lagoas e Divinópolis -, para reduzir a demanda de atendimento especializado na capital. O aumento da rede hospitalar foi um dos principais pontos enfatizados pelo tucano durante a campanha.
Além disso, foram lançados projetos específicos para o setor, como o Mães de Minas, que visa a redução dos índices de mortalidade infantil no Estado de 13% para 9% até dezembro deste ano.
Outra área que recebeu atenção do Executivo nestes oito meses foi a segurança. O governo enfrentou, no primeiro semestre, uma greve de policiais militares e bombeiros, mas chegou a um consenso para a aplicação de uma tabela de reajustes para os agentes de segurança, entre 10% e 15%, até 2015. Assim, os salários terão um aumento de 100% no período. As polícias Civil e Militar ainda deverão receber, até o final do ano, um reforço no efetivo.
Demora. O avanço prometido por Anastasia, enquanto candidato, contudo, ainda não foi observado em outras áreas. É o caso da educação. Os professores estaduais estão em greve pelo pagamento do piso nacional da categoria. O certo é que o impasse impede que haja avanço na política salarial para os trabalhadores do setor, que foi uma das promessas de campanha do tucano. A assessoria do governo reafirma que o Estado já cumpre proporcionalmente o pagamento do piso nacional.
Outra área que preocupa os mineiros é o desenvolvimento econômico de cidades do interior. Muitas empresas deixaram Minas para se instalar em outros Estados com carga tributária menor. A assessoria do governo argumenta que Anastasia enviou à Assembleia Legislativa um projeto que concede isenções de tributos às empresas que se instalarem nos 166 municípios mineiros da área da Sudene, que envolve o Norte e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A iniciativa ocorreu após uma fracassada tentativa da bancada mineira no Congresso de incluir o Estado na lei federal que dá incentivos fiscais ao Nordeste do país.
“Os primeiros meses são de planejamento”
A aparente demora nos investimentos prometidos pelo governador Antonio Anastasia em determinadas áreas faz parte do estilo implantado pelo próprio tucano. Segundo o deputado estadual João Leite (PSDB), um dos líderes da bancada governista na Assembleia, os primeiros meses de gestão são de “muito estudo e definição de metas”.
“Esse é um ano de planejamento. A Assembleia terá que votar o Plano Mineiro de desenvolvimento Integrado (PMDI), que coloca metas para daqui a 20 anos, e o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), que impõe metas para 2015. O governador tem enfatizado isso: que é preciso planejar primeiro para colher os frutos”, afirmou.
Mesmo assim, para João Leite, o governo mineiro tem “demonstrado força para superar as dificuldades” do início da gestão. “Enfrentamos uma greve na polícia e estamos enfrentando outra na educação, mas o governo não parou. Os investimentos em diversas áreas continuaram, ao contrário do governo federal, que praticamente paralisou as obras no Estado”, alfinetou. (AA)
Anastasia fala sobre planos para a educação:

Secretária Ana Lúcia Gazolla fala sobre a visão do governo sobre a remuneração dos professores:
