Hospitais Regionais prometidos por Pimentel em campanha estão parados

O desgoverno do PT em Minas, que vem atingindo resultados negativos em várias áreas prioritárias, deixou um rastro de prejuízos também na saúde pública. Mais de 7 milhões de pessoas estão sofrendo com a ausência de hospitais regionais no interior do estado. A conclusão e o pleno funcionamento dessas unidades de atendimento foram promessas de campanha do governador Fernando Pimentel. No entanto, 18 meses após ser eleito, nenhum dos oito hospitais que se encontravam em construção em 2014 está em atividade, o que vem causando transtorno a pacientes que precisam encarar até quatro horas de viagem para conseguir um atendimento em outra região.

As informações foram divulgadas pelo jornal Metro. A reportagem revela que, em alguns casos como o de Conselheiro Lafaiete a situação é caótica e não há expectativa de solução. O hospital da cidade começou a ser construído em 2009, mas teve as obras paralisadas na gestão Pimentel. Se estivesse em funcionamento, a unidade de saúde estaria atendendo 238 mil pessoas de 18 cidades.

Para o líder do bloco Verdade e Coerência, Gustavo Corrêa (DEM), Fernando Pimentel tentou por diversas vezes se esquivar das responsabilidades assumidas com o povo mineiro, buscando culpados para seu desgoverno. “O governador passou os primeiros meses de sua gestão debruçado no retrovisor, responsabilizando as gestões anteriores, por aquilo que ele deveria ter feito. Prometeu finalizar as obras dos hospitais regionais, mas paralisou várias delas em 2015 e, não bastasse, gastou tempo e dinheiro público para montar um diagnóstico onde mentiu dizendo ter encontrado as obras paralisadas”, afirma.

Assim como em Conselheiro Lafaiete, as obras do hospital de Além Paraíba também estão paralisadas. Nesta unidade, a taxa de execução é de apenas 8% e a previsão do governo é que seja concluída somente em 2018, obrigando 154 mil pessoas da região a esperar, no mínimo, mais dois anos para terem a estrutura hospitalar pronta a atendê-los.

A construção dos hospitais de Sete Lagoas e Divinópolis também está longe de ser finalizada. De acordo com o governo, as obras devem ficar prontas em 2017. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, basta pensar que, até lá, 1,8 milhões de pessoas seguem sem ter acesso à saúde próximo às suas casas.

Pimentel recebeu da administração anterior oito hospitais regionais em construção e havia ainda outros três em fase final de projeto – Montes Claros, Novo Cruzeiro e Nanuque, com investimentos que somam R$ 729,5 milhões. Em 2015 várias obras foram paralisadas pelo governo petista em virtude da demora do Executivo em enviar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais a Lei Orçamentária do Estado, conforme afirmou o próprio governo.

Jornal Metro de 08/04/2016

Falta de hospitais prejudica 7,3 milhões no interior de MG

Metro BH – 08/04/2016
Construção de oito unidades regionais, promessa de campanha de Pimentel, está longe de ser finalizada no Estado

Às 2h da manhã, o ônibus da prefeitura sai com destino a Belo Horizonte. Após mais de quatro horas, termina a cansativa viagem. Diariamente, pacientes de Abaeté, no Centro-Oeste
de Minas, precisam se deslocar até a capital por não conseguirem atendimento médico na região. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, a situação se repete no Estado. Sem a conclusão dos oito hospitais regionais, prometidos por Fernando Pimentel na campanha ao governo em 2014, cerca de 7,3 milhões de pessoas deixam de ser atendidas em unidades mais próximas de suas residências.

Geusa Salles Xavier, que mora em Abaeté, precisa realizar diversos procedimentos médicos na capital por não ter opções na cidade. “Temos que sair de madrugada e correr riscos nas rodoviais. Aqui na cidade não tem quase nada, desde ultrassom até equipamentos de tomografia”, contou. Conforme a professora, muitos pacientes com câncer também sofrem o mesmo transtorno. “É uma covardia.

As pessoas já estão fracas por conta da doença e ainda são submetidas a isso”, disse. O governo do Estado tenta explicar a situação de cada um dos oito hospitais regionais (veja arte). Em Conselheiro Lafaiete, na região Central do Estado, as obras do hospital regional foram iniciadas em 2009 e já custaram R$ 20 milhões aos cofres do Estado. Se a estrutura fosse concluída, poderia atender 238 mil pessoas de 18 cidades. A situação se repete em Além Paraíba, na Zona da Mata. A nova unidade de saúde só deve ficar pronta em março de 2018. Outras 154 mil pessoas vão esperar por quase dois anos para ter a estrutura pronta. Nas cidades de Sete Lagoas, também na região Central, e Divinópolis, no Centro-Oeste, hospitais prontos só em 2017.

Juntos, atenderiam uma população de 1,8 milhão de pessoas. Já em Uberaba, no Triângulo, após quase cinco anos de obras, o hospital regional deve ser inaugurado ainda neste ano, o que também está previsto para acontecer em Valadares. Em Teófilo Otoni, a unidade ainda não tem data para ser inaugurada aos mineiros.

Conteúdo reproduzido do Bloco de Oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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