Lula, o sofista, e a operação Aletheia

A vigésima quarta fase da Lava Jato, orquestrada pela Polícia Federal, uniu dois filósofos contemporâneos: Heidegger e Luíz Inácio Lula da Silva.

O primeiro, por ter retomado em seus escritos o termo grego “aletheia”, que foi o nome dado a essa operação, acabou se tornando parte do todo. Dessa maneira, é impossível deixar de ponderar suas teorias relacionando-as a essa investigação e ao ocorrido de hoje.

Heidegger, ao abordar esse termo, que significa “realidade”; “revelado”, detalha sobre a busca do verdadeiro ser. No geral, baseia seus estudos em “dar à luz” ao que é obscuro, que está oculto ao que se mostra, mas mesmo assim está presente.

Não coincidentemente, esse vocábulo tornou-se a alcunha dessa operação que investiga as relações nebulosas das empreiteiras com o ex-presidente Lula, e seu possível favorecimento com corrupção e lavagem de dinheiro.

Hoje, essa ligação ficou ainda mais evidente e estreita, afinal, com provas praticamente cabais, Lula sofreu uma condução coercitiva para prestar depoimentos para a Polícia Federal.

Esse “filósofo”, que com sua retórica afinada tenta convencer a população sobre sua verdade, começa a ser desvendado. Suas teorias mirabolantes sobre sua inocência, mesmo no centro de tantas falcatruas que ocorreram no partido que ajudou a criar e no seu governo, parece que não enganam mais ninguém.

Ironias à parte, se Lula realmente fosse um filósofo, certamente seria um sofista. Afinal de contas, esses indivíduos eram considerados por parte da população da Grécia Antiga como estelionatários do saber, por venderem aulas de como se tornar um cidadão. Ademais, também acreditavam no relativismo, em que a verdade, que dependia da interpretação de cada um, não era absoluta.

Inegavelmente, essas características entram como uma luva na mão do ex-presidente que, não só é um estelionatário do saber, como de uma nação inteira. Além do mais, segundo ele, não existe no país uma alma mais honesta que a dele. É o que veremos. A Aletheia, literalmente, trará a realidade à tona.

 

 

 

17 anos. Estudante. Inquieto com a política e fascinado por futebol. Ou seria o contrário? Escritor do http://futelinha.blogspot.com.br e da página https://www.facebook.com/hkorman

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