Nem os petistas querem Dilma

Lawrence Pih é empresário e dono do Moinho Pacífico em São Paulo. Antes que Lula chegasse ao poder, Lawrence fazia parte do conselho político do PT e participava da comissão de finanças do partido, responsável por levantar dinheiro para um Lula que ainda não era “paz e amor”. Fiel apoiador do petismo nos seus primeiros anos de existência, Lawrence prefere ver o Planalto nas mãos de Aécio Neves ou Marina Silva a ver Dilma governando o Brasil por mais quatro anos.

A gestão de Dilma Rousseff, com a sua contabilidade mágica, o baixo crescimento, aumento da intervenção estatal, falta de reformas e inflação fazem até os petistas historicamente ligados ao partido deixarem de votar 13 nas eleições. A candidata é rejeitada pelos empresários ao ponto de Pih afirmar que os homens de negócio preferem “qualquer um, menos a Dilma”.

“Tanto Marina quanto Aécio trarão mais credibilidade ao País se eles se cercarem de pessoas competentes. Com Lula, tivemos a continuidade de política macroeconômica através de pessoas como o Antonio Palocci e o Henrique Meirelles. Tenho a esperança de que a Marina faça a mesma coisa. Conheço o trabalho do Eduardo Giannetti, e é um economista que defende políticas macro sólidas, que fazem sentido.”

Sobre o governo Dilma:

“Sempre que você tiver uma ideologia que prevalece sobre a lógica econômica, ou uma agenda política que se sobrepõe à lógica econômica, a economia sofrerá.”

Sobre as prioridades do novo governo:

“Temos problemas estruturais, como uma economia indexada tanto nos salários quanto nas tarifas públicas, e contratos de médio e longo prazo. Temos uma educação de baixíssima qualidade. Da nossa produtividade então, nem se fala! O Ministro da Indústria e Comércio, Mauro Borges, disse que a produtividade do trabalhador brasileiro é um quinto do trabalhador norteamericano. Nada justifica isso, nem mesmo a diferença na educação! Além disso, nos anos 90 os manufaturados eram equivalentes a 29% do PIB brasileiro, e hoje são 14%. O setor manufatureiro já não exporta nada que seja relevante. A legislação trabalhista também é um desafio. Ela é arcaica e excessivamente onerosa. No Brasil, há mais de 3,3 milhões de ações trabalhistas por ano. Os gastos e o desperdício de recursos públicos também oneram o país.”

Guilherme Henrique Magalhães

Guilherme Magalhães gosta de falar que é radical de centro para irritar pessoas muito curiosas.

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