Oposição quer esclarecimentos sobre abuso da PM em Ouro Preto a mando do governo Pimentel

Os deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais querem esclarecimentos por parte do comando da Polícia Militar sobre o abuso cometido pelos policiais por determinação do governo petista Fernando Pimentel em Ouro Preto, no último dia 21 de abril, durante a entrega da Medalha da Inconfidência. O pedido será encaminhado para o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes.

Foi aprovada também, na tarde de ontem na Comissão de Segurança Pública, a realização de uma audiência pública. De autoria do deputado Sargento Rodrigues, o requerimento solicita que representantes do comando da PM expliquem os motivos da agressão e o exagerado aparato policial dispensado ao evento.

Sem qualquer justificativa plausível, agentes da Polícia Militar utilizaram spray de gás lacrimogênio para impedir o acesso do deputado Sargento Rodrigues, de representantes dos servidores da segurança pública do estado e de cidadãos comuns à Praça Tiradentes durante o evento.

Ao barrar a entrada de um parlamentar em um evento governamental, o governo Pimentel afrontou o Poder Legislativo. No ofício entregue ao presidente da Assembleia e lido no Plenário, os parlamentares pedem que Adalclever Lopes repudie publicamente os abusos cometidos, para que sejam adotadas providências para apurar as responsabilidades. O documento foi assinado também por deputados da base governista.

“Houve um desrespeito com o deputado Sargento Rodrigues e, consequentemente, com a população mineira. A ação da polícia a mando do governador foi lamentável e envergonhou a todos que pertencem aos órgãos de segurança pública do Estado de Minas Gerais”, afirmou o líder da Minoria, Gustavo Valadares.

Para proibir a entrada do grupo, o Tenente-Coronel Gianfranco alegou falta de credenciamento e disse que a determinação era do Coronel Helbert Figueiró, chefe do gabinete Militar do Governo. Antes, no entanto, cerca de 2 mil integrantes do MST e da CUT entraram sem qualquer credenciamento ou identificação. O deputado Sargento Rodrigues foi diretamente atingido por dois jatos de gás na desnecessária ação da PM, a mando do governador. O grupo participava de uma manifestação absolutamente pacífica em defesa do pagamento dos servidores no 5º dia útil.

“Desde o dia 21 de abril que estamos sem compreender a atitude do chefe do gabinete da Polícia Militar, o coronel Webert de Figueiró de Lourdes, que foi quem deu a ordem para que eu e os presidentes de associações de classe fôssemos impedidos de acessar a praça. Ficamos estarrecidos porque estávamos exercendo o direito de ir e vir. O pior é você assistir os militantes do MST e da CUT passarem na nossa frente sem identificação e sem nenhum tipo de retenção pela mesma tropa da PM”, afirmou o parlamentar atingido pelo gás lacrimogênio.

Segurança pessoal

Para o deputado João Leite, Pìmentel investe em sua segurança pessoal, em detrimento da segurança dos mineiros. “Este governador é o mesmo que agora ampliou, por decreto, uma área de segurança para ele, que ninguém pode chegar. E a Polícia Militar de Minas Gerais, que carece de aumento de efetivo, está toda em volta dos palácios do governador para impedir que a Polícia Federal chegue. Para impedir que qualquer representante de classe chegue perto dele. Ele desviou de função o Batalhão de Choque da PM para ir para o palácio para protegê-lo, enquanto temos aumento de 40% de criminalidade em Belo Horizonte e de mais de 30% em Minas”, afirmou o deputado João Leite.

Conteúdo reproduzido do Bloco de Oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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