Por Alberto Lage

Aeroporto de Manaus: obras muito atrasadas e nenhuma atenção do PAC
Manaus é uma potência do Norte do Brasil. Do ciclo da borracha até os tempos da Zona Franca, fundamental para o desenvolvimento do Amazonas, a cidade, já chamada até de Paris dos trópicos, é uma jóia no meio da floresta. Assim, a cidade corre sério risco de ficar isolada. Chegar a Manaus por rodovias é praticamente impossível. A Transamazônica, um erro estratégico do período militar, é só uma lenda intransitável. O transporte fluvial é uma ótima opção para o transporte de cargas, e até deveria ser mais aproveitado no Brasil, onde hoje ele é negligenciado. Para passageiros, no entanto, ainda é um transporte lento (a Turma do Chapéu levou quase quatro dias para chegar a Belém pelo Rio Amazonas).
A opção que resta para o transporte de passageiros e cargas em Manaus, que garante o turismo de lazer, de negócios, eventos e o transporte de produtos da Zona Franca de Manaus é a solução do transporte aéreo. Com as longas distâncias entre os grandes centros da região Norte do Brasil, Manaus depende mais do que qualquer outra cidade do seu aeroporto.
Para a Copa de 2014, a Infraero anunciou a ampliação e reforma do Terminal de Passageiros do aeroporto Eduardo Gomes, que hoje está em situação crítica de ocupação, de acordo com estudo do Ipea. Serão investidos mais de 390 milhões de reais no projeto, mas estima-se que o tempo não seja suficiente para a conclusão da obra até a Copa do Mundo. Além disso, a assinatura do contrato já atrasou. Em relação ao cronograma inicial da Infraero, que previa o início das obras em 2009, já são mais de 30 meses de atraso. O aeroporto de Manaus é o terceiro maior em transporte de cargas no Brasil, mas não há investimento do PAC nos terminais de cargas.