O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), vem frequentando constantemente o noticiário ligado a escândalos de corrupção, indo de irregularidades no Ministério dos Esportes a ligações com Carlinhos Cachoeira.
Nada que faça o PT sequer corar, pelo visto, apesar da gravidade das acusações. Pelo contrário, deputados petistas que ocupavam secretarias no governo do Distrito Federal foram exonerados para voltar à Câmara e participar das articulações para blindar Agnelo Queiroz na CPI do Cachoeira.
Secretários voltam à Câmara para blindar Agnelo Queiroz em CPI
Folha.com, 05/06/2012
Dois secretários do governo do Distrito Federal foram exonerados nesta terça-feira (5) e retomam seus mandatos na Câmara dos Deputados para ajudar na articulação de blindagem ao governador Agnelo Queiroz (PT), que tem depoimento marcado na CPI do Cachoeira no dia 13.Governador Agnelo Queiroz
Segundo edição de hoje do “Diário Oficial” do DF, Geraldo Magela e Paulo Tadeu, que integram a bancada do PT, deixaram os cargos “a pedido”.
Em nota, o governo distrital informou que os petistas são “parlamentares experientes que vão reforçar a bancada do DF no Congresso Nacional em um momento importante em que será discutida a Lei de Diretrizes Orçamentárias [LDO], e também em que o DF está sob alvo de ataques políticos”.
Não foi informado o prazo do afastamento dos secretários. De acordo com parlamentares petistas, o afastamento pode durar até o segundo semestre.
Convocação
Agnelo e Marconi Perillo, governador de Goiás (PSDB) tiveram a convocação aprovada na terça-feira (29) para depor em sessão da CPI. Na ocasião, o pedido para ouvir Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi rejeitado.
A convocação de Perillo e Agnelo ocorreu em meio a um racha na base aliada.
O PMDB, aliado do PT, articulou os 16 votos pela convocação de Agnelo, com o apoio de PP, PR PSC, PSB, PDT e da oposição. Doze parlamentares votaram contra. O depoimento de Perillo foi aprovado por unanimidade.
Segundo a PF (Polícia Federal), Perillo recebeu R$ 1,4 milhão de Carlinhos Cachoeira pela venda de uma casa e nomeou funcionários a pedido do empresário, preso sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal.
Agnelo, diz a PF, também teve assessores corrompidos pelo grupo de Cachoeira. Tanto o petista quanto o tucano negam irregularidades.
