A proposta do PT para professores federais é reajuste zero e congelamento! E aí?
Direto ao assunto: em Minas, o PT e alguns aliados insuflam a greve dos professores e jogam todas as fichas para reforçar o impasse. Eles não querem solução, não querem enxergar impossibilidades; desejam o confronto e o desgaste. Como será a postura deles com o próprio governo, o federal, do PT, em Brasília? Que apoio pretendem dar aos docentes e servidores federais?
Vejam só:
Os professores dos colégios técnicos (CEFETs) e dos institutos de ensino técnico (IFETs) do governo federal abriram negociação para reajuste salarial e receberam a seguinte proposta do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Duvanier Paiva Ferreira:
- Reajuste zero para os professores de educação básica, técnica e tecnológica (EBTT);
- Congelamento dos salários de julho de 2010 a junho de 2013;
- Reajuste de 4% para professores do magistério superior (MS), mas em julho de 2012;
- Qualquer outra proposta deverá ter o mesmo impacto financeiro, ou seja, os docentes que dividam a merreca entre si se quiserem algo diferente.
A reunião em que essa proposta foi apresentada começou às 23h15 (!?!?!) do dia 16 de agosto e durou até a madrugada seguinte. Mesmo quando considerou razoável a argumentação dos representantes dos docentes, Duvanier Ferreira manteve o mesmo discurso: há uma crise econômica rondando o país e não tem jeito de fazer diferente. Em resumo, o governo federal está inflexível.
Você sabia que os servidores das universidades federais entraram em greve e que a única resposta que receberam foi uma multa de R$ 50 mil provocada por ação do governo na Justiça?
Você sabia que o mesmo Duvanier Ferreira já avisou que pretende retaliar categorias de servidores federais que entrarem em greve?
Em Minas, o governo vem negociando com os professores, já cedeu na maioria dos pontos da pauta de reivindicações, mas a categoria insiste em ganhar um piso que não está previsto em lei nenhuma. Para atender o que querem, o governo de Minas estouraria o limite de gastos com a folha salarial, provocaria um forte desequilíbrio nas contas públicas e descumpriria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Então, pergunto: e aí, deputado Rogério Correia, o senhor vai defender os servidores e professores federais? O senhor é contra ou a favor de colocar as contas públicas em risco para conceder aumentos? O senhor pretende protestar contra a inflexibilidade do governo do seu partido?
Leia também:
Pingback: Lula é recebido em Araçuaí (MG) com protestos