Conforme destacado pelo senador Aécio Neves em seu artigo para a Folha de S.Paulo (12/12), o governo do PT vem perdendo sucessivas oportunidades de empreender reformas e se limita a repetir mais do mesmo, sem apresentar inovações ou demonstrar compromisso com uma agenda que beneficie o povo brasileiro.
No artigo abaixo, o presidente da Juventude do PSDB de Minas (JPSDB-MG), Caio Nárcio, questiona quais as pretensões do governo Dilma ao rejeitar o piso de investimento federal em saúde na regulamentação da Emenda 29.
Governo do PT se recusa a ter responsabilidade com a saúde do povo brasileiro
Por: Caio Nárcio
Presidente da JPDB-MGEm um primeiro ano de governo, o trivial, o esperado, é que se mantenha a popularidade das urnas e a esperança depositada nelas pela população. O tempo é ótimo para isso e as condições são boas. Logo, espera-se que se inicie o prometido, as reformas e projetos. E não foi isso que vimos neste primeiro ano pós-eleições: o que vimos foi uma representante que, por vezes, se mostrava omissa e presa a um sistema de loteamento de ministérios. Parafraseando o emblemático Lula: nunca antes, na história desse país, se viu um presidente trocando tanto de ministros envolvidos em escândalos, como agora.
Dilma teve a chance de não frustrar a agenda, através da Emenda 29 que, por anos fora protelada e, agora, o governo federal mobilizou-se para votar contra a essência da proposta que o próprio partido apresentou: piso sobre a receita de 10% para a União, 12% para os Estados e 15% para municípios, como investimentos obrigatórios em saúde.
O que o governo do PT quer com isso? Se eximir de qualquer responsabilidade com a saúde dos mais necessitados? Transferir toda a responsabilidade pela gestão e investimento em saúde para estados e municípios? Ou seja, se não tem vaga, remédio, medico, hospital… é culpa de prefeitos e governadores? E onde está o compromisso do governo federal com a saúde do povo que votou nele? Não tem? Era só promessa de campanha?
Do artigo do senador Aécio Neves na Folha:
“Vale a pena conhecer alguns números. Em 2000 a administração federal respondia por 60% dos gastos públicos em saúde, os Estados por 18% e os municípios por 22%. Em 2008, apesar da crescente concentração de receitas na União, o governo federal respondia por 43%, os Estados por 27% e os municípios por 30%. Essa tendência agride o princípio da Federação, que prevê, antes de tudo, solidariedade e responsabilidades partilhadas.”
Comemoramos aqui, junto de toda a população brasileira a votação da Emenda 29, mas não podemos nos esquecer que, ainda assim, não temos os recursos necessários para a saúde, uma vez que o nível de investimentos federais é muito inferior ao piso proposto.
