por Ana Marina de Castro

Bate-Papo com Jorge Brandão Simões, Presidente da Associação de Produtores Artesanais de Queijo do Serro
Serro é um município de grande importância para Minas Gerais, e possui um rico patrimônio histórico-cultural. Patrimônio este que se traduz nas belas casas coloniais do século XVIII, por exemplo, e pelo conhecido Queijo do Serro.
Este queijo expressa da forma mais legítima o nosso queijo Minas, que não é nem frescal, nem curado. É de fabricação artesanal, e possui um modo todo próprio de produção, que envolve as condições climáticas, o leite, o material de que é feita a bancada, a tradição da receita, e a atenção e dedicação do queijeiro. Esse conjunto de condições faz com que o queijo dessa cidade mineira seja famoso em todo o mundo. Por essa razão, o Queijo do Serro foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG), em 2002, sendo o primeiro patrimônio imaterial do estado de Minas Gerais. Já em 2008, o Queijo do Serro se tornou patrimônio nacional, ao ser reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Este reconhecimento é importante para a valorização da cultura mineira. As genuínas expressões da nossa riqueza devem, de fato, ser institucionalizadas e incentivadas. A elaboração do queijo está diretamente ligada ao cotidiano e à identidade dos pequenos produtores, e simboliza a conexão dos mineiros com as fazendas do interior do estado.