Queridos e idolatradas. O texto de hoje não pretende ser uma retrospectiva do ano, mesmo porque 2011 foi tragicômico e rico demais para caber aqui.
Mas um fato ocorrido mês passado me fez rolar de rir pelo ridículo e inusitado. Merece entrar ou penetrar nos melhores anais do ano, desde que não o meu.
É sobre aquele energúmeno secretário do PT que levou 80 chicotadas para mostrar arrependimento pelo apoio que deu à aliança com Marcio Lacerda em 2008 e para protestar contra as 17 demissões no cabide, perdão, no gabinete do vice-prefeito petista, Roberto Carvalho, que, mesmo tendo um secretário desses, ainda quer ser prefeito.
O secretário Madalena Arrependida, melhor, Francisco Maciel, 48, levaria apenas 40 chibatadas, mas como uma equipe de TV se atrasou, ele encarou – de costas – nova sessão de suplício. Vai gostar de levar chibatada assim lá no pelourinho da Escrava Isaura, viu?
O ato foi tão patético que me lembrou um filme e um livro, ambos muito engraçados e com cenas parecidas.
Em tempo, estas informações estou “lulando” da Internet porque perdi o jornal onde li a notícia.
Por exemplo, por que 40 chibatadas? Porque é o número do PSB, partido do prefeito Marcio Lacerda. Pena o número não ter uns zeros a mais…
Agora o lado mais vagabundo e hipócrita, bem PT: as tiras da chibata eram de “espuma”… Será que passaram creminho Johnson nele depois?
Ah! O filme!
Uma excelente comédia, como todas do diretor Mario Monicelli, anos 70. A história sobre cinco velhos amigos de escola, cinqüentões, alguns em decadência, que adoram pregar peças e passar trotes em quem se atreve a passar na frente deles. Inclusive sacanagens entre eles. Resumindo, é o seguinte. Para pagar uma promessa ou colaborar com a programação da igreja, um dos amigos, escondendo dos outros quatro, resolve fazer o papel de Jesus Cristo, numa procissão.
Pra quê?
Ao descobrirem, os amigos da onça se vestem de centuriões, armados de poderosas chibatas, vão à procissão e, literalmente pegam o coitado para Cristo dando-lhe no lombo com vontade e escondendo as gargalhadas, um primor que de ser revisto sempre.
O livro, “O grande mentecapto”, é de Fernando Sabino e narra as aventuras e desventuras de Viramundo, quase um vagabundo, e suas andanças por várias cidades mineiras, até chegar a Belo Horizonte. Sempre metido em confusões…
Em Ouro Preto ele conhece sua amada Marília Ladisbão, filha de Clarismundo Ladisbão, governador-geral de Minas. Este amor mineiro de D. Quixote por Dulcinéia traz a Viramundo outra série de amolações.
Uma das mais hilárias é quando Viramundo, em Barbacena ou Juiz de Fora – seria Ouro Preto? Faz tanto tempo que li isso… – com os estudantes que vão representar para o governador, atrapalha tudo, “erra” o seu papel, é surrado e acaba num hospital. E como acontece isso?
Viramundo tinha um pequeno papel na encenação do calvário e da crucificação do mesmo Jesus Cristo… Mas, abismado pela covardia de açoites, pregos e marteladas, ele invade o palco e a história, ataca os “soldados romanos” aos gritos de “ninguém aqui vai bater nele, fazer esta covardia com ele” e sai quebrando tudo, inclusive a cruz, que não era de espuma, mas devia ser de madeira vagabunda, papelão ou isopor.
Voltando ao bobão do PT, outro detalhe numérico. O flagelo de plástico foi marcado para 13h40: 13 é o PT, 40 o PSB… Que coisa! Pena o dia ter apenas 24h…
Sempre achei que qualquer e todo petista merece ser açoitado em público, arrastar pesadas e sujas correntes ou então ir quebrar pedra ou cortar cana, sempre sob a vigilância da chibata…
Por que não me chamaram pra carrasco?
Não tenho chibata, mas com um rolo de arame farpado eu faria bonito. Ia faltar era braço pra dar as chicotadas merecidas…
Vara de marmelo, pau de goiabeira, fio de cobre, couro curtido no fel… Fora os pedaços de pau que tenho lá em casa, cravados de pregos…
Hummmm. Tenho também uns ferros pra marcar a fogo… Cordas pra esticar braços e pernas com parelhas de cavalos, se bem que tenho pena dos cavalos… Melhor pedir aos próprios petistas pra puxarem… E pedir a nota fiscal das cordas, claro.
PS: O pior é que pode bater que eles não aprendem, principalmente se os tijolos forem de feltro e os chicotes de espuma.
