
Eu achei que a Marta Suplicy tivesse viajado com o Christopher Hitchens, Sergio Britto, Joãosinho Trinta, Cesaria Évora, Kim Jong-il e o time do Santos, mas, não.
Alguém me falou algo sobre ela há uns três dias. Algo importante, pelo jeito. Tão importante que esqueci. E ridículo também, porque lembro de ter dado uma risada e pensado em escrever algo sobre ela que anda meio sumida.
Não acredito em coincidências, mas, que elas existem, existem.
Por exemplo, sábado, dia 17 de dezembro, estava ela escrevendo e contradizendo artigo de Aécio Neves, dia 12, na mesma Folha de São Paulo
Aécio, com escarradas de razão, moderação e educação, avaliava “o saldo do primeiro ano da atual legislatura como negativo”. Marta Chuplicy com escarradas de coerência, terceiras intenções e puxa-saquismo habitual, discordava totalmente da afirmação de Aécio, sobre as “inúmeras agendas frustradas”.
Para Marta, claro, o Brasil – um país que vai pra frente do abismo – continua sendo invenção do patrãzinho Lula, O imortal sem farda, fardão e camisola de dormir.
Na revista “Quanto É”, perdão, “IstoÉ”, li que o ex de Marta Suplicy, Luis Favre, o argentino que fez de Eduardo Suplicy, além de chato, corno; depois das eleições no Peru, é o quarto homem mais poderoso daquele maravilhoso país, aquela encruzilhada do progresso.
Favre deve estar comendo as peruanas mais gostosas do pedaço e, além disso, ganhando uma fortuna dos manés de lá. Isso por ter reciclado o lixo, melhor, a estratégia “Lulinha Paz e Amor”, dando a vitória fácil ao novo Fujimori, um tal de Ollanta Humala Sem Alça.
Continuei não acreditando em coincidências, principalmente em coincidências chatas, mas, rapaz subido e culto, bonitinho e ordinário por natureza; sou faminto devorador de sebos – lugar onde se compram livros velhos por uma ninharia; raras pérolas com capas antigas e bonitas, ilustrações legais, mas principalmente livros técnicos que valem mais nada ou simplesmente livros chatos que valem nem o quanto pesam.
Um por cinco, três por 10 reais com os mosqueteiros eram um por todos e todos por um, assim como os petistas desde que o deles saia da reta…
Pro amigo oculto da turma de botequim, tive sorte de achar uma destas pérolas, “Recado de Primavera” (1984), do mestre Rubem Braga, uma maravilha que sempre releio e com uma ninfeta de peitinhos de fora na capa, coisa que abre ainda mais o apetite.
O terceiro, comprei só pela capa antiga, Scaramouche (1955), de Rafael Sabatini (?) que, coincidentemente – olha aí a coincidência que não existe de novo – traz um mosqueteiro ou espadachim na capa. Adoro estas capas pintadas à mão, páginas amareladas, livros que já rodaram, mataram os donos e continuam vivos, mesmo num sebo.
Pra levar vantagem – três por dez “real” – precisava escolher outro e não conseguia achar nada que prestasse. Não achei, mas completei a trinca com a última coincidência da semana, só pra chatear, só de picardia, só para rir e entender a Marta Suplicy, se isso for possível.
O livro deve ser uma bosta, mas é um clássico do besteirol editorial brasileiro: a quarta edição, pasmem; de “Conversando sobre sexo” (1983).
Todo mundo lembra que Marta, antes de fazer sacanagem na política e com o Eduardo Suplicy, falava sobre sacanagem na televisão, né? A mulher é sexóloga… Domina até as técnicas da “folhinha verde” e do “helicóptero sueco”…
Ah! Rápida explicação. Comprei livro usado – no caso, o Rubem Braga – prum amigo oculto porque esta é a regra do jogo. Como os amigos nada ocultos são todos uns pobretões e/ou sovinas, arrumaram esta brincadeira, presentear com livros legais, mas usados.
Todavia, “Conversando sobre sexo” de Marta Suplicy talvez me ajude, anos depois, a entender como Marta e o PT fazem sexo, quer dizer, política; vamos lá?
Vou pular o primeiro capítulo porque tem um sub-capítulo que não me interessa de jeito algum: “Em que eu acredito”… Deve ser em duendes ou em Lula, o que é a mesma coisa.
O segundo capítulo é mais instigante com tópicos do tipo: “Nudez no lar” e “O uso do palavrão”.
Com hercúleo esforço consegui imaginar Marta e Eduardo desfilando suas vergonhas pela casa, totalmente nus e pelados. Por ter crescido vendo as malemolências de Marta e a paumolência de Eduardo Suplicy, Supla é revoltado e chato deste jeito. Cena dantesca, no café da manhã, Eduardo peladão pedindo a manteiga ou os sucrilhos à mulher Marta.
“Palavrão em casa” é mais sério, não deve ser agradável nem saudável escutar palavras como “companheiro” e “PT” desde a mais tenra infância.
No quinto capítulo temos “Sou normal? Pênis pequeno, pênis grande”.
No sexto temos “hímen complacente, reconstrução do hímen e como provar que sou virgem”…
Marta deveria aplicar estes estudos e reflexões medindo os pênis de seus colegas senadores com Eduardo segurando a régua. Deveria também reconstituir o hímen de Dilma, da Ideli Salvatti e outras mocréias, já que é impossível reconstituir o caráter.
No capítulo oito, outra fundamental questão: “masturbação na sala de aula”. Agora compreendo porque se faz nada na Câmara dos Deputados e no Senado… Aquelas sessões e votações sempre foram uma masturbação mental, uma ejaculação precoce, um coito interrompido. Exceto talvez quando circulou no plenário a Playboy com a amante do Renan Calheiros, Mônica Veloso. Todavia, deve ser muito nojento sentar no veludo melado e sujo daquelas poltronas… Pau de galinheiro é pouco… Páginas coladas com corrupção e tráfico de influências menores e “de maior”…
Droga! Tarde demais! Acabei de imaginar Sarney e Jáder Barbalho masturbando-se. Um com a mão do outro, claro…
No capítulo dez sigo, com extremo cuidado, “O caminho do espermatozóide”… Que porra é essa? Seria o caminho para a casa do car(v)alho? Tô fora; passo a outro capítulo, esta Marta é mesmo uma degenerada.
O capítulo 11 sobre a “anticoncepção” – já que é tarde para as matriarcas políticas – deveria ser obrigatório à maioria das jovens deputadas, senadoras ou esposas de deputados e senadores. Certamente o número de filhos da p… ia diminuir muito no Brasil.
No capítulo 16, sobre “homossexualidade”, a “relação anal” dispensa maiores comentários porque é o que Marta e o PT fazem com o Brasil. O Brasil é o passivo, claro.
PS: Sem querer nem poder muito me estender paro por aqui, porque ainda longe do fim do livro, o capítulo 18 é um show de nepotismo e corporativismo, com Marta discorrendo e escorrendo sobre gonorréia, cancro mole, sífilis, PMDB e base aliada. Pronto, podem lavar as mãos.