Por Alberto Lage

PAC em Augusto Correa: superfaturamento e pagamento por obra não executada
Em Belém e na região metropolitana, de 37 obras prometidas pelo PAC, 17 estão paradas e 12 nem começaram. A avaliação é do senador tucano Flexa Ribeiro, que conversou com a Turma do Chapéu. Além do projeto do governo federal, o Pará também conta com o “PAC do Pará”, projeto da ex-governadora petista que recebe recursos federais e, quem diria, também está atrasado.
Na visita a Belém, a Turma se deparou, no bairro Terra Firme, com um conjunto habitacional inacabado, mas que já contava com moradores. Era um projeto do Minha Casa, Minha Vida, parte do PAC 2. Com a demora na entrega dos apartamentos, os prédios foram ocupados irregularmente.
A situação mais absurda do PAC no Pará, no entanto, não é na capital, mas em Augusto Correa. Recursos do PAC destinados ao município pela Funasa para obras de abastecimento de água foram usados para pagar serviços não executados, segundo vistoria do TCU que encontrou superfaturamento na obra.
Ainda no Pará, se localiza um dos maiores e mais polêmicos projetos de infraestrutura energética do PAC, a Usina Hidroelétrica de Belo Monte, uma iniciativa importante para o desenvolvimento de todo o Brasil, mas cujo impacto ambiental é localizado no território paraense e alvo de polêmica.