Por Alberto Lage

Porto de Luís Correia, no Piauí: dragagem atrasada e sem infraestrutura de apoio
O Piauí é um dos Estados mais pobres do país e um dos mais esquecidos pelo PAC. No estado, as obras de infraestrutura se limitam a um trecho de ferrovia que corta o território Piauiense, a pavimentação de um trecho de BR-135, os aeroportos de Teresina e Parnaíba e o porto de Luís Correia.
No porto de Luís Correia, onde serão investidos cerca de R$ 65 milhões, as obras estão em fase de conclusão, mas a dragagem ainda está em ação preparatória. O governo piauiense e a construtora responsável pelo projeto estão em uma disputa judicial, o que pode atrasar ainda mais a obra. E, enquanto nos portos de Suape e Pecém são construídas ferrovias, mesmo com alguns problemas relatados anteriormente, aqui, no Piauí, não existem novos investimentos do PAC em transporte de cargas que atendam o porto.
Já nos programas habitacionais, o Piauí está acima da média nacional. Na última seleção para o financiamento de urbanização dos assentamentos precários, ocorrida em 2009, o Piauí recebeu R$ 35 milhões, quantia que, ainda que seja a terceira menor do Brasil, pelo menos foi investida em sua totalidade.