Um dos objetivos do programa ChaPÉu NA ESTRADA, da Turma do Chapéu, é estimular os participantes a conhecer melhor a própria realidade e a pensar em formas de agir concretamente para provocar mudanças. Afinal, a ação local é mais eficiente, viável e transformadora do que grandes movimentos utópicos para mudar o mundo; e agir de alguma forma é sempre melhor que ficar reclamando.
Com esse espírito, os participantes do programa foram divididos de acordo com a região administrativa de Belo Horizonte onde moram, com a missão de produzir um artigo para apresentá-la, bem como um personagem que pudesse falar dos problemas locais.
Confira abaixo o texto sobre a Regional Venda Nova de Belo Horizonte.
Regional Venda Nova
Rumo às antigas mineradoras, nos caminhos do cerrado e a busca de novos horizontes, norteados pelo Velho Chico e pelo Rio das Velhas, formou-se aos passos de tropeiros e da antiga venda que deu origem ao nome do distrito de Venda Nova.
Por incrível que pareça, Venda Nova tem 300 anos, ou seja, é 186 anos mais velha que a capital mineira. Sendo assim, o cenário que era composto por chácaras, sítios e fazendas transformou-se em um grande pólo de comércio e serviços. Depois da incorporação do distrito a Belo Horizonte, em 1949, a região passou a se desenvolver lentamente, ajudando no processo de ocupação norte da capital, uma vez que a área central estava saturada para ocupação.
Atualmente a região possui 36 bairros, e está sendo alterada por novo processo de regionalização que vai integrar mais quatro bairros à unidade administrativa. Sendo assim, o progresso da região tornou-se um desafio, no que diz respeito ao acompanhamento de serviços básicos (postos de saúde, transporte e segurança), de estrutura (acessibilidade e tráfego) e de serviço social para a população. A região apresenta uma carência de espaços recreativos, como praças, equipamentos sociais e centros culturais (possui um centro cultural localizado no bairro Novo Letícia), ou seja, espaço para entretenimento.
Embora a região possua poucos patrimônios arquitetônicos, população considerável (cerca de 250 Mil habitantes), demonstrando a dimensão do maior patrimônio, ela merece ser amparada não somente pelo eleito padroeiro, Santo Antônio, mas ações municipais e estaduais para que possam beneficiar os vendanovenses e o desenvolvimento desta região, pois a mesma contribuiu de forma significativa para Minas Gerais.
Alcides de Souza
Wesley Luiz
